Arábia Saudita

Arábia Saudita

Repressão agravada

Não existem meios de comunicação livres na Arábia Saudita e os jornalistas sauditas permanecem sob estreita vigilância, mesmo no exterior, como ilustrou o assassinato de Jamal Khashoggi em Istambul, na Turquia, em outubro de 2018. A chegada ao poder do jovem príncipe herdeiro Mohamed Ben Salmane (MBS) em junho de 2017, apesar de seu discurso pró-abertura, intensificou a repressão.  Desde 2017, o número de jornalistas e blogueiros atrás das grades mais do que triplicou.  A maioria deles está em detenção arbitrária e a tortura é quase sistemática para prisioneiros de consciência.  Não somente o código penal, as leis antiterroristas ou de cibercriminalidade permitem enviar para a prisão ou suspender os jornalistas que façam declarações críticas (por "blasfêmia", "incitamento ao caos", "colocar em perigo a unidade nacional" e "atentar contra a imagem e a reputação do rei e do Estado"), mas também a autocensura é uma constante, mesmo nas redes sociais. Jornalistas que criticam o papel do país na guerra no Iêmen, que pedem pela reaproximação com o Catar ou que se opõem à normalização das relações com Israel são considerados traidores. Tornam-se automaticamente suspeitos aqueles que optam pela neutralidade em vez de seguir a linha da mídia oficial , que é elogiar MBS. Jornalistas são perseguidos e assediados online por “brigadas eletrônicas”, muito ativas nas redes sociais, sobretudo no Twitter. O reino também usa técnicas muito avançadas de espionagem para rastrear jornalistas exilados ou para monitorar figuras influentes, conforme revelado pelo caso do grampo do telefone celular do proprietário do Washington Post, Jeff Bezos.

170
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2021

Posição

0

170 em 2020

Pontuação global

+0.59

62.14 em 2020

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2021
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2021
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2021
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