Egito

Egito

Uma das maiores prisões do mundo para os jornalistas

2018 marcou o início do segundo mandato do marechal Abdel Fattah al Sissi. Sete anos depois da "Revolução de 25 de janeiro de 2011", a situação da liberdade de informação é extremamente preocupante no Egito. O país se tornou uma das maiores prisões do mundo para jornalistas. Alguns passam anos em detenção provisória sem que nenhuma acusação seja formalizada contra eles ou sem que jamais sejam julgados, outros são condenados a pesadas penas de prisão que podem chegar à perpetuidade em processos injustos. Desde 2013, o governo de Sissi organiza uma caça aos jornalistas suspeitos de serem próximos aos Irmãos Muçulmanos, assim como uma "sissi-zação" das mídias.Um arsenal jurídico repressivo ameaça cada vez mais a liberdade de imprensa. Adotada em agosto de 2015, a lei anti-terrorismo impõe aos jornalistas o respeito à versão oficial durante coberturas de atentados em nome da segurança nacional. A adoção da lei sobre a regulação das mídias no final de dezembro também faz com que se tema um controle maior do poder executivo sobre a imprensa e as mídias. Grande parte da região do Sinai é proibida aos jornalistas e defensores dos direitos humanos, assim como a cobertura independente de qualquer operação militar. A censura não diz respeito somente ao exército: inúmeros temas econômicos (inflação, corrupção) podem também levar os jornalistas para a prisão. A Internet é o último espaço onde a informação independente pode circular, porém, depois do verão de 2017, mais de 400 sites foram bloqueados e as prisões por causa de postagens nas redes sociais se multiplicaram.

161
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2018

Posição

0

161 em 2017

Pontuação global

+0.94

55.78 em 2017

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2018
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2018
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2018
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