Egito

Egito

Uma das maiores prisões do mundo para jornalistas

Seis anos depois da "Revolução de 25 de janeiro de 2011", a situação da liberdade de informação é extremamente preocupante no Egito. Dez jornalistas foram mortos desde essa data e as autoridades fracassaram na instauração de investigações sérias para levar à justiça os responsáveis. O país se tornou uma das maiores prisões do mundo para jornalistas. Alguns passam anos em detenção provisória sem que nenhuma acusação seja formalizada contra eles ou sem que jamais sejam julgados, outros enfrentam pesadas penas de prisão que podem chegar à perpetuidade em processos coletivos marcados por irregularidades. Desde 2013, o governo de Sissi organiza uma caça aos jornalistas suspeitos de serem próximos à Irmandade Muçulmana, assim como uma "sissi-zação" das mídias. Um arsenal jurídico repressivo ameaça cada vez mais a liberdade de imprensa. Adotada em agosto de 2015, a lei antiterrorismo impõe aos jornalistas o respeito à versão oficial durante coberturas de atentados em nome da segurança nacional. A adoção da lei sobre a regulação das mídias no final de dezembro também faz com que se tema um controle maior do poder executivo sobre a imprensa e as mídias. Grande parte da região do Sinai é proibida aos jornalistas e defensores dos direitos humanos.

161
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2017

Posição

-2

159 em 2016

Pontuação global

+1.33

54.45 em 2016

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2017
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2017
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2017
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