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29 Diciembre 2015 - Actualizado el 8 Marzo 2016

Balance anual de RSF: 110 periodistas asesinados en 2015


Reporteros sin Fronteras (RSF) registró que al menos 67 periodistas fueron asesinados en el ejercicio de su trabajo o debido a él. La organización lamenta la falta de respuesta de ciertos Estados en la protección de periodistas y pide una “reacción a la altura de la situación de urgencia”.

En 2015 Reporteros sin Fronteras (RSF) registró que 110 periodistas fueron asesinados debido a su labor o perdieron la vida en circunstancias sospechosas. En 67 de estos casos nuestra organización puede afirmar de manera formal que los periodistas fueron asesinados debido a su profesión o mientras la ejercían –con lo que la cifra total de periodistas asesinados por este motivo asciende a 787 desde 2005–. En los otros casos se sospecha que su oficio pudo ser la causa. A esta cifra hay que agregar 27 periodistas ciudadanos y 7 colaboradores de medios de comunicación asesinados. Esta preocupante situación puede atribuirse a la violencia ejercida de forma deliberada contra los periodistas y muestra el fracaso de las iniciativas para protegerlos.

Entre los países más mortíferos para los periodistas en 2015 un país europeo, Francia, se encuentra en tercer lugar, después de Siria e Irak. El ataque perpetrado en enero contra Charlie Hebdo contribuyó a que la tendencia de 2014 se invirtiera. Ese año dos tercios de los casos de reporteros asesinados en el mundo se registraron en zonas de conflicto. En 2015, por el contrario, dos tercios de los periodistas asesinados perdieron la vida en países que se dice están “en paz”. El Balance es objeto de un informe completo que puede consultarse aquí.

Es imperativo establecer un mecanismo concreto para que se aplique la legislación internacional en lo relativo a la protección de periodistas”, señaló Christophe Deloire, Secretario General de nuestra organización. "Hoy en día grupos no estatales perpetran ataques dirigidos contra ellos, mientras que numerosos Estados no cumplen con sus obligaciones. Los asesinatos de estos 110 reporteros deben suscitar reacciones a la altura de la situación de urgencia: debe nombrarse lo antes posible a un representante especial del Secretario General de las Naciones Unidas para la protección de periodistas”.

En el Informe anual sobre la seguridad de los periodistas y la cuestión de la impunidad, publicado el 6 de agosto de 2015, el Secretario General de las Naciones Unidas, Ban Ki-moon, afirmó: “Me preocupa mucho que no se logre reducir la frecuencia y la magnitud de la violencia dirigida contra los periodistas, así como la impunidad casi absoluta de ese tipo de crímenes”. Como respuesta a la persistencia y la diversidad de los peligros que enfrentan los periodistas, RSF publicó el 15 de diciembre de 2015, en colaboración con la UNESCO, una edición completamente revisada y corregida de su Guía práctica de seguridad de los periodistas.

El Balance anual de los ataques contra periodistas, creado hace 20 años por RSF, se basa en datos precisos, recabados gracias al trabajo de vigilancia de RSF. El "Comité para la Protección de los Periodistas" (CPJ, por sus siglas en inglés), con sede en Nueva York, publicó su Balance el mismo día.

Balanço anual de RSF: 110 jornalistas mortos em 2015

Repórteres sem Fronteiras (RSF) registrou pelo menos 67 jornalistas mortos no exercício de sua profissão ou em circunstâncias com ela relacionadas. A organização deplora a falta de empenho de alguns Estados no que respeita à proteção dos jornalistas e pede uma “reação à altura da emergência”.

No decorrer do ano de 2015, Repórteres sem Fronteiras (RSF) contabilizou 110 jornalistas mortos devido a suas atividades profissionais ou falecidos em circunstâncias suspeitas. Para 67 deles, a organização pode afirmar de maneira formal que foram mortos devido à sua profissão ou no exercício de sua missão, o que perfaz um total de 787 desde o ano de 2005. As circunstâncias dos restantes casos estão ainda por determinar. A esses números há que acrescentar a morte de 27 jornalistas cidadãos e de 7 colaboradores da mídia. Essa situação preocupante deve-se a um aumento da violência deliberada contra os jornalistas e traduz o fracasso das iniciativas a favor de sua proteção.

Entre os países mais mortíferos para os jornalistas em 2015, um país europeu – a França – ocupa a terceira posição, só atrás da Síria e do Iraque. O ataque contra Charlie Hebdo faz parte de uma inversão da tendência de 2014, quando dois terços das mortes de repórteres no mundo haviam sucedido em zonas de conflito. No presente ano, pelo contrário, dois terços dos jornalistas pereceram em “tempos de paz”. O balanço é acompanhado por um relatório completo que pode ser consultado aqui.

Torna-se imperativo instaurar um mecanismo concreto para a aplicação do direito internacional sobre a proteção dos jornalistas, declara Christophe Deloire, secretário-geral da organização. Atualmente, os grupos não estatais levam a cabo ações dirigidas especificamente contra a profissão. Por outro lado, são demasiados os Estados que não respeitam seus compromissos. As mortes de 110 repórteres esse ano devem suscitar uma reação à altura da emergência, designadamente a nomeação imediata de um representante especial para a proteção dos jornalistas junto do secretário-geral das Nações Unidas.

A 6 de agosto de 2015, em seu relatório anual acerca da segurança dos jornalistas e a questão da impunidade, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, alertava para essa situação: “Estou muito preocupado pela incapacidade em reduzir a frequência e a magnitude dos atos de violência cometidos contra os jornalistas e pela impunidade quase total desse tipo de crimes.” De modo a dar uma resposta à persistência e à diversidade dos riscos que os jornalistas enfrentam, RSF publicou no passado dia 15 de dezembro, em parceira com a Unesco, uma edição revista e aumentada do Manual de Segurança para Jornalistas.

Elaborado por RSF todos os anos há mais de vinte, o balanço dos atos de violência contra os jornalistas se sustenta em dados precisos, recolhidos graças à atividade de vigilância da organização. O "Comité para a Proteção dos Jornalistas" (CPJ), sediado em Nova Iorque, publica seu próprio balanço no mesmo dia.