Zimbábue

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Rumo a uma era de incertezas?

No dia seguinte à demissão de Robert Mugabe, em novembro de 2017, os meios de comunicação entraram em uma era de incertezas após a chegada ao poder de Emmerson Mnangagwa, ex-ministro da Segurança Nacional, notório por ter reduzido ao silêncio as vozes dissidentes. Segundo alguns analistas, ele mostrou, contudo, uma vontade de fomentar uma mudança positiva no Zimbábue. Durante 37 anos, as autoridades amordaçaram as mídias instaurando um arcabouço legal extremamente repressivo, e isso a despeito de uma reforma da Constituição em 2013 que consagra a liberdade de imprensa. Penas pesadas estão previstas para os jornalistas que cubram manifestações, denunciem a corrupção do governo, o desemprego ou a pobreza, sob pretexto de publicação de notícias falsas. Os jornalistas são ainda, com frequência demais, alvo das autoridades do Zimbábue. Em 2016, em um contexto de contestações sociais, o assédio, as prisões, as condenações e agressões físicas contra jornalistas aumentaram. Os repórteres estrangeiros não são poupados. Essa censura das mídias públicas e privadas acabou levando ao surgimento de mídias alternativas, disponíveis nas redes sociais, que tentam oferecer uma informação confiável e independente.

126
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2018

Posição

+2

128 em 2017

Pontuação global

-0.91

41.44 em 2017

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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