Zimbábue

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A página dos anos Mugabe ainda não foi virada

Oficialmente eleito desde julho de 2018, Emmerson Mnangagwa, ex-vice-presidente de Robert Mugabe, prometeu fortalecer os pilares da democracia da qual a mídia, constantemente amordaçada e reprimida durante os 37 anos no poder do ex-ditador, faz parte. Infelizmente, os primeiros atos do ex-ministro da Segurança Nacional, conhecido por silenciar vozes dissidentes, foram marcados por mais promessas do que avanços concretos na liberdade de imprensa. Embora o acesso à informação tenha melhorado e a autocensura tenha diminuído, muitos jornalistas foram violentamente agredidos, muitas vezes por membros das forças de segurança, às vezes por ativistas políticos, no período da eleição presidencial. Intimidação, ataques verbais e confisco de material permanecem comuns por parte de um aparato de segurança que ainda não perdeu o mau hábito de reprimir profissionais da informação. O corte de redes sociais no início de 2019, quando grandes protestos contra o aumento dos preços dos combustíveis foram organizados, mostra que o regime não abandonou o uso da censura cibernética para impedir a circulação de informações. No âmbito jurídico, o arsenal extremamente repressivo do país contra a imprensa ainda está em vigor e as reformas prometidas ainda estão pendentes.

127
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

-1

126 em 2018

Pontuação global

+1.70

40.53 em 2018

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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