Venezuela

Venezuela

Um crescente autoritarismo

No poder desde 2013, Nicolás Maduro se obstina em limitar a palavra da imprensa independente e manter um controle permanente sobre a informação.  A "guerra midiática" que ele evoca com frequência para desacreditar as críticas de veículos de comunicação nacionais e internacionais contra a sua administração reforça o clima extremamente tenso no qual trabalham os jornalistas. Desde 2017, a repressão se intensificou contra a imprensa independente e a RSF registrou um número recorde de prisões arbitrárias e violência contra jornalistas cometidas pelas forças de segurança e pelos serviços de inteligência venezuelanos. A Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) priva estações de rádio e televisão excessivamente críticas de suas frequências de transmissão e, ocasionalmente, coordena cortes na internet, bloqueios de redes sociais e confisco de materiais. Os jornalistas estrangeiros são com frequência detidos, interrogados e expulsos do território. Desde 2018, inúmeros jornalistas venezuelanos são forçados a deixar o país para fugir de ameaças e preservar sua integridade física. A maioria dos jornais impressos da oposição não resistiu a essas pressões.  Os meios de comunicação online são, por sua vez, confrontados com repetidos ataques cibernéticos, tornando o seu trabalho de informar cada vez mais complexo e oneroso. 

147
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

+1

148 em 2019

Pontuação global

-3.44

49.10 em 2019

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2021
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2021
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2021
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