Veículos participantes

Programa de Apoio ao Jornalismo

O PAJOR contribui com uma rede de 8 veículos de comunicação espalhados por 4 estados brasileiros: Amazonas, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.

Ação Comunitária Caranguejo Uçá

Desde o início dos anos 2000, a organização comunitária atua na Ilha de Deus, território pesqueiro de Recife, no estado de Pernambuco, na perspectiva de formar cidadãs e cidadãos capazes de fazer uma leitura crítica e transformadora da realidade em que vivem. Seus pilares de trabalho são a educação, a cultura, a comunicação, a tecnologia e o meio ambiente.

No campo da comunicação, usam ferramentas do radiojornalismo e do telejornalismo, além do cinema, do teatro e da música para reivindicar direitos básicos dos moradores do território, como acesso a educação e a serviços de saúde de qualidade.

O grupo mantém uma rádio comunitária, a Boca da Ilha; um jornal exibido via internet e emissora pública, Jornal da Maré; e promove ações por meio do Grupo Percussivo Nação da Ilha, da Ciranda de Mulheres e do Cine Mocambo.






Alma Preta

Jornalismo preto e livre: esse é o lema do Alma Preta, agência de jornalismo especializado na temática racial. Nascida em São Paulo, em 2015, a agência produz conteúdo no formato de reportagens, coberturas, colunas, análises, produções audiovisuais, ilustrações e de agenda cultural.

Criada por um grupo de jovens comunicadores da Universidade Estadual Paulista, o Alma Preta se dedica a evidenciar as desigualdades de raça no país, a questionar o Estado, a exigir direitos básicos da comunidade afro-brasileira e a valorizar o conhecimento e a cultura negra, através da prática de um jornalismo independente e qualificado.

A produção se divide em 4 editorias. Realidade promove o debate sobre racismo na política, economia, cultura e esporte. Da Ponte Pra Cá captura a visão da periferia e o que acontece de positivo nas favelas do país. Mama África reúne notícias que refletem a complexidade de temas e a diversidade do continente africano. Já O Quilombo é um espaço de opiniões dos colaboradores e parceiros da agência.





Amazônia Real

Produzir jornalismo independente e investigativo, que dá voz às populações amazônicas, é a tônica do trabalho da Amazônia Real. Criada por 2 jornalistas mulheres e sediada em Manaus, no estado do Amazonas, a agência é voltada à democratização e ao acesso à comunicação e sua produção parte da valorização de grupos sociais que estão na invisibilidade e de temas poucos explorados na mídia nacional.

Desde 2013, publicam reportagens, artigos, infográficos, fotografias, vídeos e documentários que tratam de proteção ambiental; mudanças climáticas; povos indígenas e tradicionais; conflitos agrários; política; economia; migrações; e defesa dos direitos humanos, das crianças, dos adolescentes e das mulheres.

Para garantir uma cobertura abrangente e diversificada da região amazônica, a Amazônia Real estabeleceu uma rede de jornalistas e colaboradores não só no estado do Amazonas, mas também no Acre, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Pará, Tocantins, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. A mídia conta, ainda, com um grupo de colunistas especialistas nos temas amazônicos.





Data_labe

Nascido na Favela da Maré, no Rio de Janeiro, o Data_Labe é um laboratório especializado em dados e narrativas. Sua atuação envolve o trabalho paralelo com jornalismo, formação, monitoramento e geração cidadã de dados.

A produção do Data_Labe compreende reportagens, consultorias, relatórios analíticos, oficinas e eventos que levam em conta as potências e complexidades dos territórios populares e de seus moradores. Sua equipe é composta por gestores, jornalistas, designers e pesquisadores de origem popular que têm como norte a disputa pelo espaço narrativo, ecoando vozes diversas e dissonantes.

No centro de seus projetos, estão a crença num futuro democrático e a questão do imaginário construído sobre a cidade e seus habitantes. O laboratório nasceu em 2015 nas dependências do Observatório de Favelas, em parceria com a Escola de Dados, e hoje se estabelece como organização autônoma e autogerida.






Fala Roça

Uma comunicação da favela para todos, o Fala Roça é um jornal feito por e para moradores da Rocinha, favela do Rio de Janeiro considerada a maior do Brasil. Criado em 2013, o jornal debate identidade, representatividade, cultura e direitos humanos, sempre buscando combater visões estereotipadas e marginalizadas do território, produzidas pela mídia hegemônica.

O jornal nasce quando um grupo de jovens da Rocinha participa de oficinas da Agência de Redes Para Juventude, organização dedicada a estimular jovens a se entenderem como protagonistas de seus desejos e realizações.

Com suas reportagens no formato digital e impresso, além da presença nas redes sociais, o Fala Roça leva conteúdo qualificado para a população online e offline da favela. Em tempo: “Fala” vem da vontade de ampliar vozes e “Roça” remete a memória do local em que a mídia atua, quando a região em que hoje se localiza a favela da Rocinha era uma grande fazenda.





Marco Zero Conteúdo

Fundada em 2015, a Marco Zero Conteúdo aposta na produção de conteúdo que dê destaque a temas de interesse público invisibilizados pela grande mídia. Em pauta, estão temas como direitos humanos, democracia, gênero, identidade e o direito à cidade, com atenção a questões socioambientais, à mobilidade urbana e à ocupação econômica, social e cultural do território.

Tendo como valor a pluralidade de vozes e de visões de mundo, suas reportagens contemplam ainda grupos de territórios periféricos, ao tratarem da perda de direitos e da violência praticada por agentes públicos.

Sediada em Recife, Pernambuco, a equipe da Marco Zero acredita na construção coletiva, investe em qualificar o debate público e trabalha inspirada pelas práticas do jornalismo investigativo e independente, produzindo também podcasts e materiais audiovisuais.



Nós, Mulheres da Periferia




Coletivo jornalístico independente formado inteiramente por jornalistas mulheres moradoras de regiões periféricas de São Paulo, o Nós, Mulheres da Periferia se lançou como um portal de notícias em 2014, com o objetivo de preencher um vazio de representatividade identificado pelas suas fundadoras.

Sua linha editorial se baseia na construção de narrativas mais contextualizadas, que dialoguem com as questões de gênero, raça, classe social e território. Nas pautas do Nós, as mulheres moradoras de periferias são sempre protagonistas das discussões que atravessam a sociedade brasileira.

O coletivo faz conteúdo para diferentes plataformas e trabalha com diferentes formatos de jornalismo - investigativo, literário, artístico, audiovisual - tanto no online, quanto no offline. A ideia é estabelecer uma linguagem sempre próxima, acessível e humana.





Rede Wayuri

Desde 2017, a rede responde à necessidade de aprimorar a comunicação e a circulação de notícias na região do Rio Negro, um dos principais afluentes do rio Amazonas. A sua produção foca em fortalecer a autonomia dos povos indígenas, a partir da produção de narrativas próprias, do combate à desinformação e da luta contra estereótipos e preconceitos contra os povos indígenas.

Mensalmente, publicam boletins de áudio feitos por comunicadores de diferentes etnias, entre Barés, Baniwas, Desanas, Tarianas, Tukanos, Tuyukas, Wananos e Yanomamis. Os boletins são gravados nas línguas originais dos comunicadores e também traduzidos para o português. O conteúdo da rede circula por 750 comunidades indígenas da região por meio de aplicativos de mensagens, radiofonia e transmissão de arquivos por bluetooth e por aplicativos como ShareIT.

A rede está sediada em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, e também atua como mobilizadora do movimento indígena e promotora de ações voltadas à melhoria do bem viver de suas comunidades.