Uganda

Uganda

Graves ataques contra a imprensa

Em Uganda, os jornalistas enfrentam intimidações e violências quase-cotidianas. Eles são regularmente visados pelos serviços de segurança que abusam de detenções arbitrárias e que são os primeiros perpetradores de violações da liberdade de imprensa no país. Qualquer crítica ao poder pode levar os jornalistas a serem privados de seus equipamentos, sequestrados e espancados, e esses ataques permanecem impunes. O regime do presidente Yoweri Museveni, 33 anos no poder, não tolera críticas e faz com frequência discursos de ódio à imprensa, como quando tratou os jornalistas de "parasitas" em uma entrevista coletiva em 2018. As acusações de traição, puníveis com pesadas penas previstas pelo código penal, são muitas vezes usadas pelas autoridades para amordaçar a imprensa. Não é incomum que as autoridades interfiram diretamente na transmissão de determinadas reportagens de TV, solicitando sua remoção dos programas. A perseguição aos jornalistas foi reforçada após a criação, em junho de 2017, de uma brigada de agentes de segurança e especialistas em informática, responsável pelo monitoramento de perfis no Facebook e em outras redes sociais para silenciar as vozes críticas. Em período eleitoral, as interrupções na Internet são numerosas e as redes sociais são frequentemente bloqueadas. Em 2018, eles estavam sujeitos a um imposto diário, o primeiro desse tipo no continente, o que é uma nova barreira para enfraquecer os jornalistas e a mídia ugandense.

125
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

-8

117 em 2018

Pontuação global

+2.65

36.77 em 2018

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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