Uganda

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Graves ataques contra a imprensa

Em Uganda, os jornalistas enfrentam intimidações e violências quase cotidianas. Eles são regularmente tomados como alvos pelos serviços de segurança que chegam a colocá-los em detenção arbitrária e, às vezes, em locais mantidos em segredo. Qualquer crítica ao poder pode levar os jornalistas a serem privados de seu material, serem raptados, espancados, sequestrados, e tais ataques permanecem impunes. As acusações de traição, passíveis de penas pesadas previstas pelo código penal, são com frequência usadas pelas autoridades para amordaçar a imprensa. Não é raro que as autoridades interfiram diretamente na transmissão de certas reportagens de TV, pedindo que sejam excluídas dos programas. A perseguição aos jornalistas se reforçou ainda mais após a criação, em junho de 2017, de uma brigada de oficiais da segurança e especialistas em informática encarregados de vigiar os perfis no Facebook e outras redes sociais para calar as vozes críticas. Em período eleitoral, os cortes da Internet são abundantes e as redes sociais são, com frequência, bloqueadas. As mídias são ameaçadas de fechamento caso cubram as atividades da oposição. Desde a chegada ao poder de Yoweri Museveni, em 1986, inúmeros jornalistas foram proibidos de exercer a profissão, caso não sigam a linha oficial.

117
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2018

Posição

-5

112 em 2017

Pontuação global

+0.83

35.94 em 2017

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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