Tonga

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A preocupante erosão da independência da mídia

Desde as primeiras eleições democráticas de 2010, as meios de comunicação independentes, gradualmente, entenderam a extensão de seu papel como contra-poder. Alguns líderes não hesitam, contudo, em processar os veículos que os incomodam e a fazer com que corram o risco de multas significativas. Diante da ameaça de asfixia financeira, alguns jornalistas se veem forçados à autocensura. A vontade de regular os conteúdos online "nefastos para a comunidade", sobretudo nas redes sociais, levou o governo a aprovar novas leis em 2015, uma das quais prevê a criação de um órgão de regulação da Web, com o poder de bloquear sites sem a autorização de um juiz. A reeleição do partido do ex-primeiro-ministro Samiuela 'Akilisi Pohiva, em novembro de 2017, ocorreu em um contexto de crescente tensão com os jornalistas, especialmente os do serviço estatal de audiovisual, a Tonga Broadcasting Commission (TBC), cujos editores foram exonerados da redação por pressão do governo. Cabe ao novo primeiro-ministro, Pohiva Tu'i'onetoa, que chegou ao poder em outubro de 2019, pôr um fim à degradação da situação para permitir que os jornalistas tonganeses exerçam sua profissão com total independência editorial.

50
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

-5

45 em 2019

Pontuação global

+1.86

25.41 em 2019

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2020
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