Togo

Togo

Um endurecimento de tom contra os meios de comunicação

Sinais preocupantes mostram que a imprensa togolesa tem sido maltratada desde o inicio das manifestações da oposição, em agosto de 2017, contra a manutenção no poder do presidente Faure Gnassingbé, eleito em 2005 após 40 anos de reinado de seu pai. Em setembro de 2017, as autoridades visaram as mídias estrangeiras, privando a correspondente da TV5 Monde e da France 24 de suas licenças. Na sequência, a conexão Internet foi cortada durante seis dias para que as vozes dissidentes fossem silenciadas. Em período eleitoral, a auto-censura permanece uma opção para os jornalistas que preferem evitar cobrir temas tabus, como a corrupção, o exército, o presidente e sua família. A paisagem midiática togolesa é muito diversificada, sobretudo graças ao desenvolvimento das mídias independentes e privadas. A grande proporção de jornais e rádios neste pequeno país é, contudo, contrabalançada pela predominância das mídias estatais e o controle da informação pelo governo, sobretudo na Internet. Algumas mídias locais também tiveram o acesso a seus sites restringido no momento do anúncio dos resultados eleitorais de 2015. A adoção de um novo código penal que pune com seis meses a dois anos de prisão qualquer publicação, difusão ou reprodução de notícias falsas é fonte de preocupações quanto a uma tendência de reprimir a liberdade de imprensa.

86
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2018

Posição

0

86 em 2017

Pontuação global

-0.52

30.75 em 2017

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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