Tailândia

Tailândia

Controle cada vez maior da monarquia e do general Prayuth

As eleições de março de 2019, prometidas há anos, não abalaram o domínio absoluto sobre os meios de comunicação tailandeses pela elite que cerca o general Prayuth Chan-o-cha. Autor do golpe de 2014, ele agora acumula os cargos de Primeiro-Ministro, Ministro da Defesa e Chefe da Polícia Real. Qualquer crítica ao governo pode desencadear violentos atos de repressão, possibilitados por um arcabouço legislativo liberticida e por um sistema de justiça subserviente. A lei de segurança cibernética, aprovada em fevereiro de 2019, que confere ainda mais poder ao executivo, apresenta novas ameaças à liberdade de informação online. A instrumentalização do crime de lesa majestade, passível de 15 anos de prisão, continua a ser uma forma de dissuasão massiva de qualquer voz dissidente. É possível ver claramente os efeitos da autocensura sobre os veículos tailandeses através da (não) cobertura dos protestos pró-democracia que agitaram o país em 2020. Uma das principais reivindicações do movimento, a reforma do sistema monárquico, foi sistematicamente apagada das reportagens da mídia convencional. O governo também instrumentalizou a crise desencadeada pela Covid-19 para emitir um decreto tornando a divulgação de informações "falsas ou capazes de causar medo na população" punível com até cinco anos de prisão e permitindo que as autoridades "corrigissem" qualquer informação publicada. Autoridades que, enquanto isso, se comportam de maneira complacente com certos regimes: agentes cambojanos, chineses ou vietnamitas foram autorizados a prender jornalistas e blogueiros exilados de seu países de origem, a fim de “repatriá-los” e, em seguida, prendê-los.

137
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2021

Posição

+3

140 em 2020

Pontuação global

+0.28

44.94 em 2020

Contatos

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2021
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2021
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2021
Ver o Barômetro