Tailândia

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"Paz e Ordem", a mais nova mordaça para os jornalistas

O "Conselho Nacional pela Paz e Ordem" - um eufemismo moderado usado para designar a junta criada após o golpe de 2014 do General Prayuth - monitorou e censurou jornalistas e blogueiros constantemente por cinco anos. Onipresente e dotada de plenos poderes, essa organização multiplicou as convocações abusivas e as detenções, atacando regularmente jornalistas independentes - a ponto de forçar uma dezena ao exílio. Qualquer crítica ao poder e à junta está suscetível de desencadear uma violenta repressão, tornada possível por um arcabouço legislativo liberticida e uma justiça subserviente. As eleições de março de 2019, prometidas há anos, não mudaram nada desse estado de coisas. O desprezo pelo pluralismo exibido pela junta governante tem sido tal que a rede Voice TV, próxima à oposição, foi simplesmente suspensa durante a campanha eleitoral. A Lei de Segurança Cibernética, aprovada em fevereiro de 2019, que confere ainda mais poder ao executivo, coloca novas ameaças à liberdade de informação online. A instrumentalização do crime de "lesa-majestade", punível com quinze anos de prisão, continua a ser um impedimento maciço contra qualquer voz dissidente. As autoridades também são particularmente complacentes com alguns regimes: jornalistas e blogueiros chineses e vietnamitas foram presos em solo tailandês por agentes de seu país, para serem "repatriados" e jogados na prisão.

136
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

+4

140 em 2018

Pontuação global

-0.21

44.31 em 2018

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