Sudão do Sul

Sudão do Sul

Fim de uma série de assassinatos de jornalistas?

Em 2019, pelo segundo ano consecutivo, nenhum jornalista foi morto no Sudão do Sul. Em um país devastado pela guerra civil desde o final de 2013, a assinatura de um acordo de paz e o retorno, enfim concretizado, de Riek Machar como vice-presidente do país foram acompanhados por uma redução nos combates. Mas a situação continua precária. Nos últimos anos, os confrontos enfraqueceram consideravelmente a situação dos jornalistas, com pelo menos dez repórteres mortos desde 2014. Forçados pelo governo a não abordar temas ligados ao conflito, os meios de comunicação só publicam as informações a conta gotas. Em agosto de 2015, o presidente Salva Kiir ameaçou de morte os jornalistas que "trabalham contra o seu país". Três dias depois, o repórter Peter Moi foi assassinado em Juba. Ainda que dois soldados tenham sido condenados à prisão perpétua pelo assassinato de um jornalista em 2018, a impunidade prevalece em quase todos os casos. Em agosto de 2017, Christopher Allen, um repórter de guerra britânico-americano independente, foi morto a tiros e qualificado como "rebelde branco" pelas autoridades. Há uma grande opacidade nas circunstâncias exatas de sua morte e nenhuma investigação séria foi realizada. A pressão exercida sobre os meios de comunicação locais não poupa jornalistas e veículos estrangeiros. Em 2019, dois jornalistas que trabalhavam para as agências AP e France 24 foram expulsos. No ano anterior, a BBC e a rádio da ONU haviam sido suspensas. Profissionais que tentam fornecer informações livres se expõem a terríveis represálias: execução, tortura, detenção arbitrária, assédio. A vigilância rigorosa e intimidação também fazem parte do sistema de predação, e não é incomum os agentes de segurança nacional intervirem diretamente nas gráficas para censurar determinado conteúdo. Vários artigos do jornal Al-Mouqif foram excluídos de suas páginas em 2019 e os serviços de inteligência tentaram forçar um diretor de rádio a submeter suas entrevistas a validação antes de serem transmitidas. Diante da ameaça, alguns preferem deixar o país ou simplesmente fechar seus jornais.

138
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

+1

139 em 2019

Pontuação global

-1.16

45.65 em 2019

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2020
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