Sri Lanka

Sri Lanka

Quando terminará a impunidade?

Poucos meses depois de ser eleito para governar o país em 2015, Maithripala Sirisena disse querer reabrir todas as investigações dos muitos crimes contra jornalistas durante a década sombria da presidência de Mahinda Rajapakse (2005-2015). Embora tenham sido registrados avanços no caso de Lasantha Wickrematunga, assassinado em janeiro de 2009, a quase totalidade dos assassinatos de jornalistas permanece impune. O governo também afirmou que a profissão não teria mais que temer retaliações por publicações sobre temas delicados. Infelizmente, não é o que se constata: em 2018, os casos de jornalistas ameaçados, agredidos ou com o acesso negado a certas áreas pela polícia foram numerosos. Isto é particularmente verdadeiro no norte e leste da ilha, onde jornalistas tâmeis são alvos de policiais e militares. Acima de tudo, uma grande parte dos repórteres do Sri Lanka pensaram estar vivendo um pesadelo quando o presidente Sirisena decidiu, em outubro de 2018, nomear como primeiro-ministro o mesmo Mahinda Rajapakse cujo mandato havia sido manchado pelas piores violações da liberdade de imprensa. Horas depois da nomeação, ativistas do seu partido invadiram à força vários veículos de comunicação para assumir seu controle. Uma decisão da Suprema Corte finalmente pôs fim a essa manobra política claramente prejudicial ao exercício do jornalismo, mas esse episódio é muito revelador da fragilidade da liberdade da imprensa cingalesa diante das incertezas políticas.

126
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

+5

131 em 2018

Pontuação global

-1.76

41.37 em 2018

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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