Sri Lanka

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A liberdade de imprensa desafiada pelo "Terminator"

As eleições do final de 2019 no Sri Lanka levaram à presidência Gotabaya Rajapaksé. Conhecido como "Terminator", ou "Exterminador", ele se destacou como Ministro da Defesa no governo de seu irmão Mahinda, entre 2005 e 2015. Durante esse período, descrito pelos jornalistas do Sri Lanka como uma década sombria, “Gota” se estabeleceu como líder da “gangue das camionetes brancas”, referência aos veículos usados para sequestrar e assassinar jornalistas. Pelo menos 14 desapareceram dessa forma.  Pouco depois do discurso de posse do novo presidente, houve uma onda de ataques da polícia contra jornalistas: buscas, interrogatórios e atos de intimidação... Há muitos motivos para preocupação. A impunidade para crimes contra jornalistas ainda mina a situação da liberdade de imprensa na ilha. De acordo com uma contagem da Journalists for Democracy in Sri Lanka (JDS), parceira da RSF, pelo menos 44 repórteres ou colaboradores da mídia morreram ou foram dados como desaparecidos nas últimas duas décadas. Embora os assassinatos tenham cessado desde 2015, a impunidade continua total. Ano do aniversário do fim da guerra civil e do esmagamento da rebelião tâmil, 2019 também foi marcado por uma intensificação preocupante dos ataques das forças de segurança contra repórteres que investigam os problemas relacionados a essa minoria. Em 2020, vários deles receberam graves ameaças de morte.

127
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2021

Posição

0

127 em 2020

Pontuação global

+0.26

41.94 em 2020

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2021
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2021
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2021
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