Serra Leoa

Serra Leoa

Uma imprensa livre, desde que não incomode

A imprensa da Serra Leoa é pluralista e independente. As rádios comunitárias, que alcançam uma parte considerável da população, transmitem sem restrição. O novo presidente prometeu revogar o capítulo de uma lei de ordem pública que remonta a 1965 e que prevê até sete anos de prisão para publicações "sediciosas" ou "difamatórias". Durante a crise de Ebola, o delito de difamação foi amplamente usado para amordaçar a imprensa em contexto de estado de emergência (2014-2016), forçando os jornalistas a se autocensurarem e, até mesmo, a se esconderem. Em setembro de 2017, três redatores chefes de dois grandes jornais comparaceram ao tribunal por acusações de sedição e difamação criminal. As boas intenções do novo chefe de Estado deverão se materializar rapidamente em ações concretas, especialmente na proteção dos jornalistas que foram muitos a serem agredidos no ano passado pela polícia ou por ativistas políticos, principalmente durante a eleição presidencial de março, quando a internet sofreu com cortes no país.

86
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

-7

79 em 2018

Pontuação global

+0.38

29.98 em 2018

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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