Senegal

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Um código de imprensa sem descriminalização e sem decreto de implementação

Considerado uma das democracias mais estáveis do continente, o Senegal dispõe de uma paisagem midiática plural e a Constituição de 2001 garante a liberdade de informação no país. Os ataques contra jornalistas vêm diminuindo nos últimos anos, mas alguns temas continuam sendo tabu. Vários meios de comunicação foram convocados e intimidados por ter veiculado casos de corrupção. As rádios que dão voz aos críticos do regime podem sofrer pressões, enquanto os jornalistas são passíveis de serem condenados por difamação, mas os casos são raros. Após vários anos de discussão, um código de imprensa foi adotado em 2017, mas os decretos de implementação ainda não foram assinados. Esse código, que não descriminaliza os delitos de imprensa, prevê a apreensão dos meios de radiodifusão, a suspensão ou o fechamento de um órgão de imprensa em caso de atentado à segurança do Estado, o que deixou um gosto amargo para os profissionais do setor. A transição completa para a televisão digital terrestre (TDT), anunciada para 2020, também é uma preocupação para os profissionais de imprensa. Os encargos relacionados ao transporte do sinal e os royalties ainda são obstáculos na criação de um canal de televisão.

47
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

+2

49 em 2019

Pontuação global

-1.82

25.81 em 2019

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2020
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