Senegal

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Um código de imprensa sem descriminalização e sem decreto de implementação

Considerado uma das democracias mais estáveis do continente, o Senegal dispõe de uma paisagem midiática plural e a Constituição de 2001 garante a liberdade de informação no país. Os ataques contra jornalistas vêm diminuindo nos últimos anos, mas alguns temas continuam sendo tabu. Equipes de vários meios de comunicação foram convocadas a depor e foram sujeitas à intimidação por ter reportado sobre casos de corrupção. As rádios que dão voz aos críticos do regime podem sofrer pressões, enquanto os jornalistas são passíveis de ser condenados por difamação, mas os casos são raros. Após vários anos de discussão, um novo código de imprensa foi adotado em 2017, mas os decretos de implementação ainda não foram assinados. No entanto, dois projetos de lei foram apresentados ao Conselho de Ministros no início de 2021. O novo código decepcionou os jornalistas por não descriminalizar os crimes de imprensa e prever o confisco de equipamentos e materiais e até o fechamento de meios de comunicação por ameaças à segurança do Estado. Violações da liberdade de imprensa foram registradas em 2020, algumas das quais cometidas pelas forças de segurança. Informações relacionadas a religião ainda são tabu. Em agosto, as instalações do jornal Les Echos foram saqueadas após a publicação de um artigo sobre uma personalidade religiosa muçulmana que supostamente contraíra a Covid-19.

49
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2021

Posição

-2

47 em 2020

Pontuação global

+1.23

23.99 em 2020

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2021
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2021
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2021
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