Ruanda

Ruanda

Reino da censura e da autocensura

Apesar de uma nova lei sobre as mídias em 2010 e dos esforços para desenvolver a conectividade via Internet pelo país, a censura e a autocensura são onipresentes em Ruanda. O espectro do genocídio de 1994 ainda permite acusar as mídias críticas do governo de "divisionistas". Em 2015, as emissões da BBC em língua kinyarwanda foram suspensas, depois que a rede difundiu na televisão um documentário que evocava as mortes provocadas pelo avanço militar do FPR (Frente Patriótica Ruandêsa, partido hoje no poder) sobre Kigali. Nos últimos anos, menos violações foram observadas contra jornalistas, mas isso se explica pelo fato de que a maioria daqueles que eram críticos com relação ao governo fugiu do país ou se autocensurou. A releição de Paul Kagame em agosto de 2017 - que pôde disputar um terceiro mandato graças a uma alteração constitucional - consolida a continuidade de um regime repressivo e de censura.

156
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2018

Posição

+3

159 em 2017

Pontuação global

-1.21

54.11 em 2017

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2018
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2018
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2018
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