Ruanda

Ruanda

Reino da censura e da autocensura

Desde 1996, oito jornalistas foram mortos ou estão desaparecidos e 35 foram forçados ao exílio. Nos últimos anos, o número de abusos registrados pela RSF caiu, mas a censura permanece onipresente e a autocensura é a regra para evitar tornar-se alvo do regime. Também é muito comum que jornalistas estrangeiros não obtenham nem vistos nem credenciamentos para realizar seu trabalho. Apesar de uma nova lei de imprensa em 2010 e esforços para desenvolver a rede de Internet em todo o país, o arcabouço jurídico continua muito repressivo. Em 2018, a reforma do código penal manteve sentenças de prisão por desacato e difamação pela imprensa. O espectro do genocídio de 1994 ainda permite acusar as mídias críticas do governo de "divisionistas". Em 2015, as emissões da BBC em língua kinyarwanda foram suspensas, depois que a rede difundiu na televisão um documentário que evocava as mortes provocadas pelo avanço militar do FPR (Frente Patriótica Ruandêsa, partido hoje no poder) sobre Kigali. A reeleição de Paul Kagame em agosto de 2017 - que conseguiu concorrer a um terceiro mandato graças a uma emenda constitucional - reforça a continuidade de um regime repressivo e de censura.

155
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

+1

156 em 2018

Pontuação global

-0.47

52.90 em 2018

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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