Ruanda

Ruanda

Reino da censura e da autocensura

Apesar de uma nova lei sobre as mídias em 2010 e dos esforços para desenvolver a conectividade via Internet pelo país, a censura e a autocensura são onipresentes em Ruanda. O espectro do genocídio de 1994 ainda permite acusar as mídias críticas do governo de "divisionistas". Em 2015, as emissões da BBC em língua kinyarwanda foram suspensas, depois que a rede difundiu na televisão um documentário que evocava as mortes provocadas pelo avanço militar do FPR (Frente Patriótica Ruandesa, partido hoje no poder) sobre Kigali. Nos últimos anos, menos violações foram observadas contra jornalistas, mas isso se explica pelo fato de que a maioria daqueles que criticavam o regime fugiu do país ou se autocensurou. As eleições presidenciais de agosto de 2017, para as quais se apresentará Paul Kagame - graças a uma emenda constitucional - poderão muito bem ser ocasião de tensões com a imprensa.

159
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2017

Posição

+2

161 em 2016

Pontuação global

-0.50

54.61 em 2016

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2017
  • 0
    Net-cidadãos assassinados em 2017
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2017
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