República Democrática do Congo

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Depois de promessas para a imprensa, é hora de agir

Prisões, agressões, ameaças, meios de comunicação suspensos e saqueados, ataques à liberdade de imprensa, que haviam apresentado um ligeiro declínio com a chegada ao poder do novo presidente Félix Tshisekedi em janeiro de 2019, permanecem em um nível alarmante. O ano foi particularmente sombrio nas províncias afetadas pela epidemia de Ebola. Um jornalista foi assassinado, vários de seus colegas foram ameaçados, e os veículos de comunicação comunitários que participaram da luta contra a doença transmitindo mensagens de prevenção foram completamente abandonados pelos atores encarregados da resposta. Sem medidas concretas, a promessa do chefe de estado congolês de fazer dos meios de comunicação um "Verdadeiro quarto poder" pode permanecer letra morta, e o ambiente em que os profissionais da informação operam permanece extremamente hostil. A adoção de um novo arcabouço legal para substituir a lei de 1996, que criminaliza os delitos de imprensa, e o estabelecimento de um mecanismo dedicado à proteção e segurança dos jornalistas parecem ser pré-requisitos essenciais para a renovação prometida em termos de liberdade de imprensa. Sem ações fortes, a esperança de ver a situação melhorar após duas décadas de abusos repetidos contra profissionais da informação é vã. Durante os anos de Kabila, a banalização da violência foi levada a cabo com total impunidade e os assassinos dos 10 jornalistas mortos sob o seu governo nunca foram levados à justiça. A liberdade de informação também foi prejudicada online, onde a Internet era cortada regularmente e as redes sociais bloqueadas, como foi o caso durante a última eleição presidencial.

150
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

+4

154 em 2019

Pontuação global

-2.62

51.71 em 2019

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2020
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