República Democrática do Congo

República Democrática do Congo

Campeã da impunidade

A República Democrática do Congo mergulhou em uma profunda crise política e de segurança que interfere diretamente na liberdade de imprensa: nenhuma investigação é realizada sobre as ameaças, violências físicas, raptos, prisões e detenções que sofrem os jornalistas. Sob o governo do presidente Kabila, que vem se mantendo no poder desde 2006, pelo menos 11 jornalistas foram assassinados sem que a justiça tenha feito algo a respeito dos assassinatos. Durante a cobertura das últimas manifestações anti Kabila, os jornalistas foram sistematicamente tomados como alvos dos serviços de segurança que gozam de total impunidade. As rádios locais que dão espaço às vozes dissidentes são regularmente suspensas, pilhadas e saqueadas. A Internet é constantemente suspensa e as redes sociais, bloqueadas, privando a população de um acesso livre à informação. Há vários meses, o governo ataca também as mídias internacionais, sobretudo a RFI, cujo sinal em Kinshasa está bloqueado desde 4 de novembro de 2016. Todos os meios são bons para impedir os jornalistas nacionais e estrangeiros de ser testemunhas da atitude autoritária do governo atual. Com uma tal banalização da violência, os jornalistas correm sérios riscos ao exercerem sua profissão à medida que se aproximam as eleições presidenciais previstas para 23 de dezembro próximo.

154
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2018

Posição

0

154 em 2017

Pontuação global

-1.07

52.67 em 2017

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2018
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2018
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2018
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