República Centro-Africana

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Três jornalistas estrangeiros assassinados

Enquanto o país luta para sair da violência da guerra civil, marcada pelo saque e destruição de emissoras de rádio, os ataques à mídia continuam e a segurança dos jornalistas, no fogo cruzado entre as várias facções em conflito, continua precária. Quatro anos após o assassinato da jornalista francesa Camille Lepage, três jornalistas russos foram assassinados em julho de 2018. Inúmeros indícios desacreditam a tese de crime sustentada pelas autoridades, sendo que esses repórteres vieram investigar a presença de mercenários de seu país na RCA. A falta de progresso e transparência das investigações da Rússia e da África Central levaram a RSF a pedir uma investigação internacional independente. Em um país onde a maioria do território foge ao controle do Estado, as autoridades estão achando cada vez mais difícil tolerar críticas. Os jornalistas que entrevistam os vários protagonistas do conflito são regularmente tratados como espiões ou cúmplices das gangues armadas. Muito vulnerável e sob influência, a mídia impressa geralmente se resume a editoriais, boatos ou campanhas de difamação. Numa paisagem midiática marcada por anos de conflito, a Rádio Ndeke Luka, apoiada pela fundação suíça Hirondelle, é um dos raros veículos de comunicação que difundem uma informação respeitosa dos fatos e das fontes. O Conselho Nacional das Comunicações de transição não tem condições de desempenhar seu papel regulatório.

145
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

-33

112 em 2018

Pontuação global

+12.02

35.25 em 2018

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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