Predator

Mohamed ben SALMANE

Nascido em 31 de agosto de 1985



Príncipe herdeiro desde 21 de junho de 2017 

 Predador desde 2017  



Arábia Saudita, 170o/180 no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa 2021




    MODO DE PREDAÇÃO: barbárie sem limites



    Desde que seu idoso pai o nomeou sucessor, o príncipe Mohammed bin Salman (MBS) concentrou todo o poder em suas mãos e assumiu a liderança de uma monarquia que não tolera nenhuma mídia livre. O reino é uma das maiores prisões do mundo para jornalistas e os procedimentos judiciais são completamente opacos. Para muitos deles, nada garante saber do quê são acusados. Já para aqueles cujos motivos são conhecidos, as acusações oficiais vão desde “danos à reputação do reino” ao “insulto à monarquia”, passando pela “colaboração com entidades estrangeiras”. Tudo é válido para rastrear jornalistas: espionagem, ameaças, sequestros, torturas, abusos sexuais, isolamento prisional, negligência médica e privação de contato com parentes. O terrível assassinato do editorialista do The Washington Post Jamal Khashoggi, esquartejado no consulado saudita em Istambul, foi um golpe fatal a qualquer insinuação de crítica e mostrou toda a brutalidade da repressão contra os jornalistas independentes, mesmo além das fronteiras do reino.


    ALVOS PREFERIDOS: os jornalistas reformistas



    Entre os 30 jornalistas presos na Arábia Saudita, há personalidades muito seguidas nas redes sociais, sobretudo no Twitter, e, portanto, potencialmente muito influentes. Outros são apresentadores que cometeram o erro de encorajar indiretamente as reformas, abordando temas sensíveis em seus programas e pedindo a abertura do debate. Blogueiros especializados em direitos da mulher, que denunciaram a tutela masculina ou que demonstraram solidariedade com suas concidadãs presas, também foram colocados atrás das grades. Por fim, o caso do blogueiro Raif Badawi, preso desde 17 de junho de 2009 por “insulto ao Islã”, encarna por si só a extensão do conservadorismo que prevalece no país.


    DISCURSO OFICIAL: responsável mas não culpado

    “Quando um crime é cometido contra um cidadão saudita por servidores que trabalham para o governo saudita, tenho que assumir a responsabilidade como líder. Foi um erro e devo tomar todas as medidas para evitar tal fato no futuro" (MBS, questionado sobre o assassinato de Jamal Khashoggi pela CBS, 30 de setembro de 2019).