Portugal

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Meios de comunicação em crise estrutural, agravada pela Covid-19

Os meios de comunicação do país estão mergulhados em uma crise estrutural, que se reflete na forte precarização das condições de trabalho e que foi agravada pela pandemia de Covid-19. Vários grupos de mídia aplicaram cortes orçamentários em plena pandemia, sobretudo o gigante Global Media Group, que demitiu mais de 80 funcionários, 20 deles jornalistas. Para tentar atenuar a crise no setor, o governo de António Costa anunciou um auxílio público de 15 milhões de euros para os meios de comunicação (um adiantamento da publicidade institucional planejada para o ano todo), os quais precisaram, em sua maioria, aplicar planos de demissão para compensar os efeitos da pandemia. O setor foi abalado por um escândalo envolvendo a espionagem, por parte do ministério público de Lisboa, de dois jornalistas que cobriam o caso de corrupção “Toupeira Eletrônica” no clube de futebol do Benfica em 2018. Além do impacto econômico sobre um setor já fragilizado, a crise sanitária prejudicou a cobertura midiática de eventos, sobretudo esportivos, e jornalistas foram excluídos de coletivas de imprensa oficiais. A tendência à violência contra a imprensa durante manifestações não poupou Portugal. Vários jornalistas foram ameaçados e insultados durante um protesto contra as restrições impostas pelo governo.

9
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2021

Posição

+1

10 em 2020

Pontuação global

-1.72

11.83 em 2020

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2021
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2021
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2021
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