O Conselho Emérito

Composto por personalidades com um percurso reconhecido na área da defesa dos direitos humanos, principalmente a liberdade de informar ou de ser informado, o Conselho Emérito apoia e enriquece o combate de Repórteres sem Fronteiras.


Os membros do Conselho Emérito de Repórteres sem Fronteiras são:


Robert Badinter
Advogado francês, senador e antigo ministro da Justiça. Promoveu as liberdades públicas (abolição da pena de morte em França) e a defesa dos direitos humanos no seio de várias instituições europeias e internacionais.

Wu'er Kaixi
Foi um dos líderes estudantis das manifestações da praça Tian'anmen em 1989. Grevista de fome durante os acontecimentos da praça Tian'anmen, alcançou grande notoriedade após ter interpelado o Primero-ministro Li Peng na televisão nacional.


Shirin Ebadi

Advogada iraniana, Prêmio Nobel da Paz em 2003. É uma das figuras emblemáticas da defesa dos direitos humanos no Irã, denunciando e combatendo as violências e a censura.


Baltasar Garzón

Jurista espanhol. Contribuiu para a denúncia dos crimes de guerra cometidos pelo regime de Augusto Pinochet no Chile e revelou casos de corrupção, tráficos e desfalques à escala internacional.


Adam Michnik

Jornalista, ensaísta e historiador polaco. Foi uma das personalidades marcantes da oposição democrática na Polônia até 1989. Atualmente, é diretor do diário Gazeta Wyborcza e continua sendo uma das figuras emblemáticas do combate cultural, social e político pelas liberdades públicas.


Michèle Montas

Jornalista haitiana. Denunciou e lutou contra a censura que afeta os profissionais da informação no Haiti. Foi igualmente porta-voz do atual Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.


Taslima Nasreen

Antiga médica e hoje escritora bengali. Suas obras expõem publicamente as violações aos direitos fundamentais, em especial os direitos das mulheres. Seu trabalho se insere numa luta contra a censura, da qual ela própria foi vítima.


Ghassan Salamé

Politólogo libanês, antigo ministro da Cultura do Líbano e universitário. Foi conselheiro especial do antigo Secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan. Especialista das dinâmicas políticas e culturais do Oriente Próximo, desempenhou o cargo de presidente da conferência ministerial da Francofonia.


Eugenio Scalfari

Journaliste politique et d’investigation et ancien député au parlement italien. Il a participé à la fondation et au développement du quotidien italien La Repubblica et publie régulièrement au sein du journal L’Espresso, dont il a été éditeur. Son travail a contribué à combattre la censure politique et à diversifier le panorama médiatique italien.

Roberto Saviano
Jornalista político e de investigação e antigo deputado no Parlamento italiano. Participou da fundação e do desenvolvimento do diário La Repubblica e publica regularmente no jornal L'Espresso, no qual foi editor-chefe. Seu trabalho contribuiu para combater a censura politica e para diversificar o panorama midiático italiano.


Zlatko Dizdarevic

Jornalista bósnio. Foi chefe da redação de Oslobodenje, diário independente de Sarajevo. Antigo diretor do semanário Svijet, foi também embaixador da Bósnia-Herzegóvina na Croácia.


Michaelle Jean

Reconhecida pela multiplicidade de seu trajeto, tanto jornalístico como político, diplomático ou cultural, Michaelle Jean trabalha na Unesco como representante especial para o Haiti.


Horacio Verbitsky

Jornalista argentino, diretor de Página/12, presidente do Centro de Estudos Legais e Sociais. Milita em prol da liberdade de informação e suas investigações revelaram grandes escândalos de corrupção política.


Alpha Oumar Konaré

Antigo presidente da República do Mali (de 1992 a 2002) e ex-presidente da Comissão da União Africana (de 2003 a 2008). Alpha Oumar Konaré é uma personalidade política comprometida com a defesa da democracia, e promoveu ativamente a liberdade de imprensa no Mali. Nos anos 1980, fundou e dirigiu a revista cultural Jamana, da qual passou para o diário Les Echos, antes de criar, em 1991, Radio Bamakan, a primeira rádio associativa livre do Mali.


Wole Soyinka

Escritor nigeriano, primeiro autor africano galardoado com o Prêmio Nobel da Literatura em 1986, Wole Soyinka envolveu-se na vida política da Nigéria para combater a corrupção e promover os direitos humanos. É presidente da Comunidade Africana da Cultura. Em Lagos, um Centro para o Jornalismo de Investigação foi batizado com seu nome, em homenagem ao seu combate pelo jornalismo e a liberdade de expressão e de opinião.