Nova Zelândia

Nova Zelândia

Um modelo asfixiado pela lógica comercial da mídia de entretenimento

A imprensa é livre na Nova Zelândia, mas a sua independência e o seu pluralismo são regularmente prejudicados pela lógica comercial dos grupos de imprensa que procuram minimizar os custos em detrimento do livre exercício do jornalismo. Assim, preocupações foram levantadas sobre a integridade editorial do principal portal de notícias online da Nova Zelândia, Stuff, cuja matriz, Fairfax Media, foi comprada pelo gigante australiano Nine Television Network em julho de 2018. Como resultado, o Stuff teve que fechar um terço das publicações que difundia e graves cortes orçamentários foram impostos a todos os órgãos de imprensa locais de sua propriedade. As coisas poderiam ter piorado, já que a Comissão de Operações Comerciais teve que se opor a uma nova tentativa de fusão entre o Stuff e o grupo New Zealand Media and Entertainment (NZME) que, por sua vez, é proprietário do principal jornal diário do país, o The New Zealand Herald. Um ano antes, a mesma comissão havia desaprovado uma tentativa de fusão entre NZME e Fairfax, um sinal dos sérios perigos que a corrida pela concentração representa para a liberdade de imprensa. De fato, dado esse alto nível de concentração, apenas pequenas publicações online conseguem fornecer informações e pontos de vista totalmente independentes. Do lado legislativo, os jornalistas continuam a pedir uma revisão da lei sobre a informação pública (Official Information Act, OIA) que entrava o trabalho dos jornalistas, devido aos prazos concedidos às agências governamentais para responder, e chega ao ponto de exigir que jornalistas paguem centenas de dólares para que sejam liberadas as informações solicitadas.

9
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

-2

7 em 2019

Pontuação global

-0.06

10.75 em 2019

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2020
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