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19 Agosto 2020 - Atualizado a 20 Agosto 2020

A RSF e uma coalizão de ONGs denunciam o declínio das liberdades em Hong Kong

PHOTO: ISAAC LAWRENCE / AFP
Em uma declaração conjunta, a Repórteres sem Fronteiras (RSF) e uma coalizão de ONGs expressaram sua preocupação com o declínio das liberdades em Hong Kong, incluindo a liberdade de imprensa, que se acelerou após a aprovação da lei de segurança nacional de 30 de junho.

Em uma declaração conjunta, publicada em 19 de agosto, a Repórteres sem Fronteiras (RSF) e uma coalizão de organizações de defesa dos direitos humanos expressaram sua grande preocupação com o declínio das liberdades, incluindo a liberdade de imprensa, que se acelerou desde a entrada em vigor da lei de segurança nacional de 30 de junho passado. As ONGs denunciam, sobretudo, as prisões dentro do grupo Apple Daily e o aumento dos casos de perseguição de jornalistas.


"Desde a retrocessão de Hong Kong em 1997, a China faz tudo o que está ao seu alcance para controlar os meios de comunicação no território, porém, até então, ela era freada pela Lei Fundamental, que garante, de maneira clara, a liberdade de imprensa, explicou Cédric Alviani, diretor do escritório da RSF para a Ásia Oriental. As democracias devem intensificar sua pressão sobre o regime de Pequim para que revogue a lei de segurança nacional, que coloca em risco a própria existência do estado de direito em Hong Kong". 


A lei de segurança nacional permite que o regime de Pequim intervenha diretamente na região administrativa especial de Hong Kong para reprimir com uma aparência de legalidade tudo o que considere relacionado a "terrorismo", "secessão", "sedição" e "interferência estrangeira". No dia 10 de agosto de 2020, Jimmy Lai, fundador do diário independente Apple Daily, foi preso quando estava em casa, acusado de "colusão com potências estrangeiras", enquanto duzentos policiais ocupavam as instalações do jornal.


Hong Kong, que já foi um bastião da liberdade de imprensa, caiu do 18o lugar do Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa de 2002 para o 80o em 2020. A República Popular da China, por sua vez, estagnou no 177o lugar de um total de 180.


Signatários:

  • Artigo 19
  • Center for Law and Democracy (CLD)
  • Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ)
  • Freedom House
  • IFEX
  • International Federation of Journalists (IFJ)
  • Repórteres sem Fronteiras (RSF)
  • Alliance for Journalists’ Freedom (AJF)



    Ler a carta completa:

    Declaração conjunta (em inglês)

    PDF - 55.39 K