Notícia

31 Julho 2019

Jornalista mexicano Rogelio Barragán Pérez assassinado em Morelos

Source: Diario La Prensa
O jornalista Rogelio Barragán Pérez foi assassinado na terça-feira, 30 de julho, na cidade de Zacatepec, no estado de Morelos (centro do país). Este é o oitavo jornalista assassinado no México em 2019. A RSF pede às autoridades locais e federais que esclareçam este novo caso sórdido.

De acordo com as primeiras informações do Ministério Público de Morelos, a polícia encontrou o cadáver de Rogelio Barragán Pérez (49 anos) por volta das 18h20, no porta-malas do seu carro que foi abandonado no município de Zacatepec, no estado de Morelos. A família de Rogelio Barragán Pérez conseguiu identificar formal e rapidamente seu corpo, que apresentava inúmeras lesões no rosto e na cabeça.


Rogelio Barragán Pérez trabalhava como jornalista há mais de 10 anos na região. Depois de trabalhar para os veículos locais Ecos de Guerrero e Agencia Informativa Guerrero, fundou o site de notícias online Guerrero Al Instante, que dirigia escrevendo, principalmente, colunas judiciárias e policiais (Nota Roja).


Seus colaboradores, contatados pela RSF, disseram que Rogelio Barragán Pérez havia decidido não assinar seus artigos por motivos de segurança.


"As autoridades de Morelos devem priorizar a pista profissional em suas investigações e identificar o mais cedo possível os autores desse assassinato", declarou Emmanuel Colombié, diretor do escritório da América Latina para a RSF. “Rogelio já é o oitavo jornalista morto em 2019 no México. Onde vai chegar essa contagem macabra? O governo de Manuel Lopez Obrador precisa urgentemente tomar decisões corajosas para conter a espiral de violência contra a imprensa.”

O assassinato de Rogelio Barragán Pérez reforça o status do México como o país mais mortal do mundo para a imprensa em 2019. Antes dele, Norma Garabia Sarduza, Francisco Romero Diaz, Telesforo Santiago Enríquez, Jesús Eugenio Ramos Rodríguez, Rafael Murúa Manríquez, Omar Ivan Camacho Mascareno e Santiago Barroso também foram mortos no México, em conexão direta com suas atividades jornalísticas.


O México está classificado em 144º entre 180 países no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa 2019 publicado pela RSF.