Notícia

21 Junho 2019

Brasil: Segundo jornalista assassinado no estado do Rio de Janeiro em menos de um mês

A Repórteres sem Fronteiras (RSF) se preocupa com a vulnerabilidade dos jornalistas no estado do Rio de Janeiro, após o assassinato de Romário da Silva Barros e de Robson Giorno, ambos no mesmo município de Maricá. As autoridades locais devem, com urgência, reforçar a proteção da profissão.

O jornalista Romário da Silva Barros (31 anos) foi morto friamente na noite de terça-feira, 18 de junho de 2019, em Maricá, município do estado do Rio de Janeiro. Dois indivíduos o abordaram na rua quando voltava para seu carro e abriram fogo, atingindo-o mortalmente três vezes.

 

Romário da Silva Barros era fundador e proprietário do site de notícias Lei Seca Maricá, no qual publicava regularmente artigos sobre as atualidades locais do município, especialmente notícias criminais e policiais. Segundo a polícia do estado do Rio de Janeiro, pode se tratar de um ato premeditado e de um acerto de contas político.

 

Este foi o segundo assassinato de um jornalista em Maricá em menos de um mês, depois de Robson Giorno, proprietário do Jornal o Maricá, morto no dia 25 de maio de 2019 numa emboscada em frente à sua residência.

 

"Os responsáveis desse crime devem ser identificados e levados à justiça o mais rapidamente possível", declarou Emmanuel Colombié, diretor do escritório da RSF para a América Latina. "Através de Romário da Silva Barros, é a liberdade de expressão e a totalidade dos jornalistas na região que são atacados. Eles são extremamente vulneráveis e trabalham em um ambiente particularmente perigoso, o que leva à autocensura. Diante desses dois assassinatos, as autoridades de Maricá devem tomar providências urgentes para reforçar a proteção dos jornalistas."

 

Segundo as informações do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o estado do Rio de Janeiro é o que acumula o maior número de jornalistas assassinados no país, com 13 casos registrados desde 1998, num total de 64 casos.

 

O Brasil ocupa o 105o lugar de 180, depois de perder três posições no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa de 2019, estabelecido pela RSF.