Nigéria

Nigéria

Um clima de violência permanente

A campanha eleitoral que levou à reeleição de Muhammadu Buhari no início de 2019 foi marcada por uma disseminação sem precedentes de desinformação, particularmente nas redes sociais, inclusive por membros dos dois principais partidos. O presidente reeleito terá que fazer da defesa do jornalismo de qualidade e da proteção dos profissionais da informação uma prioridade de seu novo mandato. O país mais populoso da África possui cerca de cem jornais independentes, mas é muito difícil lidar com as questões políticas relacionadas ao terrorismo ou aos abusos financeiros dos poderosos. Os jornalistas são, com frequência, ameaçados, violentados ou impedidos de ter acesso à informações pelas autoridades locais, a polícia e, às vezes, as próprias populações. Os governantes regionais, onipotentes, são muitas vezes os mais determinados a agir contra eles e o fazem com total impunidade. Em 2018, um deles destruiu parte das instalações de uma rádio após uma série de relatórios críticos sobre a gestão dos assuntos locais. Um jornalista também foi preso por vários dias pela polícia, que procurou saber a identidade de suas fontes. A liberdade online foi restringida pela lei sobre criminalidade cibernética de 2015 que tem sido amplamente utilizada para prender, processar e deter jornalistas e blogueiros de forma abusiva.

120
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

-1

119 em 2018

Pontuação global

-0.91

37.41 em 2018

  • 1
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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