Níger

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Abusos em queda, liberdades ainda longe de serem consolidadas

O Níger registrou uma queda significativa e importante nos ataques à liberdade de imprensa em 2019, ainda que o ambiente geral em que os meios de comunicação e os jornalistas operam tenha mudado pouco. Em um contexto regional marcado pela luta contra o terrorismo, os deslocamentos dos jornalistas nas áreas mais perigosas permanecem limitados. O acesso a informações sobre terrorismo ou migrantes é muito difícil. Tanto as autoridades quanto certas organizações internacionais retêm informações. Nos últimos anos, vários jornalistas foram presos e veículos de comunicação foram suspensos arbitrariamente. Algumas vezes, os jornalistas são julgados e presos com base em artigos do código penal e não na lei de imprensa, que descriminaliza os delitos de imprensa. Em 2017, um jornalista conhecido pelo seu profissionalismo e visão crítica da gestão dos assuntos públicos foi condenado a dois anos de prisão em regime fechado e 10 anos de privação de direitos civis e políticos. Embora seja nigeriano, ele foi expulso para o Mali após sua libertação. Em 2018,quase uma dezena de veículos de comunicação foram fechados por vários dias ou até semanas por razões fiscais, enquanto a maioria dos órgãos padece de uma grande precariedade econômica. O governo ainda resiste em facilitar o acesso da mídia privada à publicidade e em fornecer uma verdadeira informação de utilidade pública ao povo do Níger.

57
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

+9

66 em 2019

Pontuação global

-1.01

29.26 em 2019

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2020
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