Nicarágua

Nicarágua

Liberdade de imprensa despenca

Censura, intimidações, ameaças... A reeleição do presidente Daniel Ortega em novembro de 2016, pelo terceiro mandato consecutivo, foi acompanhada por uma série de ataques contra os meios de comunicação nicaraguenses e, mais particularmente, contra a imprensa oposicionista. A profissão é totalmente estigmatizada no país, alvo frequente de campanhas de assédio, prisões arbitrárias e ameaças de morte. Durante manifestações, os repórteres nicaraguenses, considerados como partidários, são muitas vezes agredidos. Desde abril de 2018 e do agravamento da crise política no país, a repressão contra a imprensa independente se ampliou. Muitos jornalistas foram forçados ao exílio, enquanto outros, como Lucía Pineda Ubau e Miguel Mora, do veículo 100% Noticias, foram jogados na prisão, acusados de terrorismo. Nesse contexto de violência, a imprensa independente não alinhada, carente de recursos financeiros, não possui nenhum equipamento de proteção. Por fim, diante da escassez de matérias-primas (papel, borracha) orquestrada pelas autoridades, quase todos os jornais impressos do país despareceram.

117
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

-3

114 em 2019

Pontuação global

+0.28

35.53 em 2019

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2020
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