Nicarágua

Nicarágua

A descida ao inferno para a imprensa independente

Censura, intimidações, ameaças... Desde a reeleição do presidente Daniel Ortega em novembro de 2016 para um terceiro mandato consecutivo, a imprensa independente vive um verdadeiro pesadelo.  Jornalistas são constantemente estigmatizados no país, alvos de campanhas de assédio, prisões arbitrárias e ameaças de morte. Durante manifestações, os repórteres nicaraguenses, considerados como partidários são muitas vezes agredidos e intimidados. Desde abril de 2018 e do agravamento da crise política no país, a repressão contra a imprensa independente tornou-se feroz. Muitos jornalistas foram forçados ao exílio, enquanto outros foram jogados na prisão, acusados de terrorismo. Nesse contexto de violência, a imprensa independente não alinhada, carente de recursos financeiros, não possui nenhum equipamento de segurança, não podendo, por exemplo, proteger-se para cobrir as manifestações. Diante da escassez de matérias-primas (papel, borracha) orquestrada pelas autoridades, os jornais impressos do país desapareceram quase todos do contexto midiático. Aprovada em outubro de 2020, a lei conhecida como “lei de regulação dos agentes estrangeiros”, com o propósito de “prevenir crimes contra a segurança do Estado”, restringe qualquer entidade ou pessoa que receba financiamento do exterior, incluindo correspondentes de imprensa e mídia internacional, a se registrar no Ministério do Interior como “agente estrangeiro”. Ela fortalece o arsenal do governo para silenciar vozes dissidentes e críticas no país.

121
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2021

Posição

-4

117 em 2020

Pontuação global

+4.17

35.81 em 2020

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2021
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2021
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2021
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