Mauritânia

Mauritânia

Uma lei que condena à morte a apostasia e a blasfêmia

Desde 2014, a Mauritânia viveu uma forte regressão em termos de liberdade de imprensa, na contramão dos grandes avanços que o país havia conseguido realizar nos anos anteriores. Em novembro de 2017, um projeto de lei, que pune com a pena de morte a apostasia e a blasfêmia, mesmo em caso de arrependimento, foi adotada. Esse endurecimento ocorreu depois que o blogueiro Mohamed Cheikh Ould Mohamed Mkhaïtir, em detenção há cerca de três anos, teve sua pena comutada para dois anos de prisão. Supostamente em condições de ser liberado, ele permanece, contudo, em detenção secreta enquanto a Corte Suprema examina seu caso, com o risco de que a nova lei acabe sendo retroativa. Além disso, a lei sobre crimes cibernéticos de dezembro de 2015 não abre exceção para o compartilhamento e difusão de informações de interesse geral e prevê penas pesadas de prisão em caso de difamação. Ela também anula antigas leis que protegiam os jornalistas usuários de tecnologias digitais. Por medo de represálias, o essencial dos jornalistas se autocensuram quando precisam cobrir assuntos como corrupção, os militares, o Islã ou a escravidão - que ainda existe neste país. Essa censura é reforçada pelas pressões financeiras das autoridades que suspenderam cinco canais de televisão e rádios privadas desde outubro de 2017 para limitar as vozes críticas.

72
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2018

Posição

-17

55 em 2017

Pontuação global

+2.60

26.49 em 2017

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2018
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2018
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2018
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