Malta

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A impunidade ainda prevalece na ilha

Mais de um ano após o assassinato de Daphne Caruana Galizia, uma das jornalistas mais influentes de Malta, as identidades dos mandantes ainda são desconhecidas, já que o governo se recusa a conduzir um inquérito público independente para saber se sua morte poderia ter sido a ser evitada. Uma reticência se destaca em um clima cada vez mais hostil para os jornalistas independentes malteses que investigam sobre a corrupção. A maioria dos meios de comunicação do país pertence e é controlada por partidos políticos, enquanto a emissora pública está sujeita ao governo e nunca discute casos de corrupção. Pelo lado da mídia independente, ela depende dos orçamentos públicos de publicidade, o que também leva ao controle de informações e à disseminação de programas pró-governo. O jornalismo investigativo é muito limitado na ilha, embora um punhado de jornalistas resista apesar do ressurgimento de ameaças relacionadas a divisões partidárias. Deputados e membros do governo tentam abertamente desacreditá-los e reprimir as demandas da sociedade civil por justiça para Daphne Caruana Galizia. Mais de um ano após a morte de Daphne Caruana Galizia, o primeiro-ministro continua a difamar a falecida jornalista e colocou como condição para encerrar o caso que sua família desminta seus escritos, o que os parentes da jornalista se recusaram a fazer. O governo recusou um projeto de lei da oposição para proteger jornalistas malteses de processos financeiros no exterior, assim, os procedimentos de mordaça chamados SLAPP permanecem em vigor.

77
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

-12

65 em 2018

Pontuação global

+2.30

27.44 em 2018

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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