Maldivas

Maldivas

Resultados encorajadores, promessas a cumprir

A primeira parte de 2018 foi um reflexo do estado da liberdade de imprensa sob a presidência de Abdulla Yameen, eleito em 2013. Desde então, a posição das Maldivas tem caído constantemente no ranking da liberdade de imprensa, passando, em cinco anos, do 103º para 120º lugar no ano passado. Assim, a vitória, em setembro de 2018, de seu desafiante ao cargo de presidente, Ibrahim Mohamed Solih, despertou ainda mais a esperança de que este assumisse compromissos concretos com a liberdade de imprensa. Uma promessa foi cumprida: dois meses após essa eleição, o Parlamento revogou a lei anti-difamação de 2016. Esse texto draconiano foi amplamente utilizado pelo governo anterior para pressionar os meios de comunicação independentes, e especialmente a rede TV Raajje, que teve que pagar um total de 215.000 euros em multas por difundir conteúdos considerados difamatórios contra o ex-presidente. A violência física perpetrada pela polícia contra jornalistas, em forte alta no primeiro semestre de 2018, não está mais presente hoje. Resta a questão da impunidade: o jornalista Ahmed Rilwan Abdulla, que desapareceu em agosto de 2014, nunca foi encontrado - nem, sobretudo, os autores de seu seqüestro. O assassinato do blogueiro Yameen Rasheed, esfaqueado em abril de 2017, também permanece impune.

98
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

+22

120 em 2018

Pontuação global

-5.79

37.95 em 2018

  • 0
    journalistes tués em 2019
  • 0
    journalistes citoyens tués em 2019
  • 0
    collaborateurs tués em 2019
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