Malaui

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Retrocesso após anos de avanços

A disputa presidencial de 2019 deixou marcas nas redações. As redes sociais foram cortadas, duas televisões privadas foram vandalizadas e as transmissões de rádio que dão voz ao vivo aos ouvintes foram proibidas durante o anúncio dos resultados. Esses ataques à liberdade de imprensa interrompem uma tendência positiva que vinha se observando há vários anos, com uma queda drástica no número de abusos contra repórteres. A lei que permite solicitar informações sobre os políticos eleitos e as instituições foi finalmente promulgada em fevereiro de 2017, mais de doze anos após o início das discussões sobre o assunto, mas há demora em sua plena aplicação. O arcabouço legislativo que rege a imprensa permanece muito repressivo. A lei ainda prevê condenações à prisão por ofensa ao chefe de estado. Uma lei de cibersegurança aprovada em 2016 também prevê sentenças de privação da liberdade para a simples disseminação de mensagens "ofensivas" - um arcabouço legal que poderia ser usado contra blogueiros e jornalistas durante este ano de eleições gerais. No início de 2018, o grupo de notícias Daily Times teve que se desculpar depois que o partido no poder o acusou de processar informações a favor de outra força política. Alguns meses depois, os serviços fiscais fecharam a sede de um grupo de mídia que criticava o governo.

69
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

-1

68 em 2019

Pontuação global

-0.04

29.36 em 2019

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2020
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