Malásia

Malásia

A imprensa independente considerada "sediciosa" pelo poder

Os jornais malaios devem renovar anualmente sua licença de funcionamento emitida pelo governo, devido à lei sobre imprensas e publicações impressas (PPPA). Os jornalistas e meios de comunicação considerados independentes e críticos demais com relação ao governo do primeiro ministro Najib Razak, ainda envolvido no escândalo de corrupção "1MDB", são alvo de campanhas de assédio. Alguns sites de notícias, como Sarawak Report ou The Edge Malaysia, são regularmente bloqueados por ter coberto esse tema. Várias propostas de emendas visando reforçar as leis já severas sobre segredos oficiais ou multimídia também foram apresentadas, fazendo com que pairem ameaças sobre a liberdade para que a imprensa cubra as eleições de 2018. Os blogueiros são claramente vigiados pelas autoridades, que podem processá-los por ter "difundido notícias falsas" - um eufemismo para designar a crítica ao governo. Este utiliza milhares de "soldados cibernéticos" (cyber troopers) como trolls nas redes sociais. A ferramenta de repressão principal para os jornalistas ainda é a "Sediction Act", segundo a qual aqueles que sejam considerados culpados de sedição são passíveis, desde de a última emenda, de uma pena de três a vinte anos de prisão.

145
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2018

Posição

-1

144 em 2017

Pontuação global

+0.52

46.89 em 2017

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2018
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2018
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2018
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