Malásia

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Assédio, intimidação, censura: um retrocesso brutal

Quando a Malásia experimentou sua primeira transferência de poder por meio de eleições em maio de 2018, o ambiente para os jornalistas tornou-se muito mais favorável e o país registrou um progresso notável no Ranking da Liberdade de Imprensa da RSF. Mas toda a evolução foi revertida desde que a antiga coalizão governante voltou ao poder em março de 2020. O governo de Muhyiddin Yassin ressuscitou o Departamento de Assuntos Especiais, ou "Jasa", na sigla malaia - uma fonte ininterrupta de propaganda governamental que se beneficiou de uma contribuição financeira faraônica de 85 milhões de ringgits (17,4 milhões de euros) no orçamento de 2021. No âmbito jurídico, o poder executivo dispõe de um arsenal legislativo absolutamente draconiano para reprimir a liberdade de imprensa: a lei de sedição de 1948, a lei de segredos oficiais de 1972, a lei de imprensa e publicações de 1984 e a lei sobre comunicações e multimídia de 1998. De acordo com essas leis, que merecem uma revisão completa, as autoridades retêm controle rígido das licenças de publicação e jornalistas podem ser condenados a 20 anos de prisão sob a acusação de sedição. Em 2020, o endurecimento do regime resultou em processos, buscas da polícia em veículos de comunicação, expulsões de jornalistas e informantes, violações flagrantes do sigilo das fontes... Para se proteger dos ataques do governo, muitos repórteres da Malásia se veem forçados à autocensura. 

 

119
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2021

Posição

-18

101 em 2020

Pontuação global

+6.35

33.12 em 2020

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2021
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2021
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2021
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