Luxemburgo

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Uma imprensa pluralista, mas dependente de interesses econômicos

Do exterior, a liberdade de imprensa parece estar plenamente operacional em Luxemburgo. De acordo com a pesquisa Eurobarômetro 2017, os residentes do Grão-Ducado estão entre os maiores consumidores de informação (rádio, impressos e televisão) na União Europeia. Eles também são os que mais confiam na mídia. Causa ou conseqüência, a mídia impressa goza de certo pluralismo. Graças ao generoso financiamento estatal, a informação impressa diária representa com precisão as principais forças políticas do país. Uma reforma do sistema de subsídios à imprensa prevê uma distribuição mais equitativa do dinheiro em benefício da mídia online, surgida nos últimos anos e que reivindica sua independência.
Em 2018, no processo que se seguiu às revelações dos Luxleaks, detalhando a otimização fiscal operada pelas multinacionais graças à complacência da administração grão-ducal, a justiça luxemburguesa terminou (em cassação) por conceder ao delator Antoine Deltour a legitimidade do roubo de informações devido ao interesse público das mesmas. Um fato inédito que gera algum otimismo com relação à liberdade de expressão (como defendido pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos) em nível local. Mas as condições de exercício da profissão de jornalista sofrem de múltiplas resistências. Primeiro, a justiça e os ministérios relutam em comunicar julgamentos e documentos técnicos. O trabalho da imprensa também sofre com o pequeno tamanho do país. Os interesses econômicos, sejam relacionados a pessoas ou aos sistemas de financiamento pela publicidade, amordaçam a imprensa de maneira mais ou menos perniciosa. As dúvidas também pairam sobre a independência dos veículos de rádio e televisão, 100,7 e RTL, direta e indiretamente financiados pelo Estado (através de uma concessão de serviço público no caso do grupo de propriedade da Bertelsmann). Ao tornar-se generalizado, o conluio, o intercâmbio de boas práticas ou manobras deletérias a serviço de interesses pessoais ameaçam o frágil exercício da liberdade de imprensa em Luxemburgo. Dois acontecimentos positivos no entanto: os interesses dos jornalistas se estruturam através da formação, no final de 2017, de um sindicato único (ALJP) e uma mídia online quase exclusivamente financiada por seus assinantes surgiu em 2018 (reporter.lu)

17
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

0

17 em 2018

Pontuação global

+0.94

14.72 em 2018

  • 0
    journalistes tués em 2019
  • 0
    journalistes citoyens tués em 2019
  • 0
    collaborateurs tués em 2019
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