Kuwait

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Amordaçar as vozes dissidentes

Apesar de sua reputação como o país menos repressivo do Golfo, o emirado liderado por Sabah IV despertou em 2015 a preocupação do Comitê de Direitos Humanos da ONU, que apontou para "as restrições excessivas à liberdade de expressão previstas na Lei de Imprensa". Os dispositivos vagos da nova lei sobre crimes cibernéticos, que passou a vigorar em janeiro de 2016, ameaçam os blogueiros e jornalistas online sempre que difundirem um conteúdo crítico. Adotada no mesmo ano, a lei sobre mídia eletrônica impõe, a partir de agora, a obtenção de uma licença emitida pelo governo. Restrições que se traduzem por atos de censura online, prisões e condenações de cidadãos da web, acusados sobretudo de desestabilizar o país por meio de comentários pouco elogiosos envolvendo a família real ou seus aliados, ou religião. O fechamento, em janeiro de 2015, da rede Al-Watan por declarações rotuladas de "anti-governo" ou a condenação à revelia a várias décadas de prisão de um blogueiro no exílio, Abdallah Saleh, acusado de insultar países aliados, no início de 2018, enviam um sinal claro às vozes dissidentes.

109
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

-1

108 em 2019

Pontuação global

+0.44

33.86 em 2019

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