Jordânia

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Uma imprensa sob vigilância

A imprensa jordaniana se autocensura e respeita as linhas vermelhas tácitas que determinam quais temas podem ou não ser abordados. Não é incomum que reportagens sejam escritas e tenham sua publicação bloqueada por editores cautelosos. Os jornalistas são submetidos a uma estreita vigilância do serviço de inteligência e são obrigados a aderir à Associação da Imprensa Jordaniana, controlada pelo Estado. Desde 2012 e da revisão da lei de imprensa e de publicações, as autoridades reforçaram o seu controle, sobretudo na web. Centenas de sites foram bloqueados desde 2013, a maioria pelo fato de não ter uma licença. As publicações de jornais online ou as de jornalistas-cidadãos nas redes sociais estão sujeitas a penas de prisão e ensejam a prisão preventiva em caso de processo judicial, desde a adoção da lei de crimes cibernéticos de 2015. Sob o pretexto de questões de segurança, os jornalistas são, com frequência, alvos de processos na justiça e até mesmo de condenações no âmbito de uma lei anti-terrorista extremamente vaga.  A multiplicação das "gag orders" (ordens de silêncio), emitidas pela Comissão dos Meios de Comunicação para controlar o debate público, limita também o acesso de jornalistas à informação sobre temas sensíveis.

129
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2021

Posição

-1

128 em 2020

Pontuação global

+0.81

42.08 em 2020

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2021
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2021
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2021
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