Japão

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Tradições e interesses econômicos limitam o papel do contra-poder da mídia

O primeiro-ministro Yoshihide Suga, ex-braço direito de Shinzo Abe, a quem substituiu no final de 2020, nada fez para melhorar a situação da liberdade de imprensa no arquipélago. O Japão, terceira maior potência econômica do mundo, geralmente respeita os princípios da liberdade e do pluralismo dos meios de comunicação, mas os jornalistas têm dificuldades para exercer plenamente seu papel de fiscalizar diante do peso das tradições e dos interesses econômicos. Desde a chegada ao poder da direita nacionalista, em 2012, os jornalistas reclamam de um clima geral de desconfiança e até de hostilidade contra eles.  O sistema de clubes de imprensa (kisha clubs) ainda representa uma flagrante discriminação contra jornalistas independentes ou estrangeiros. Nas redes sociais, grupos nacionalistas perseguem jornalistas que criticam o governo ou abordem temas considerados "antipatrióticos", como a usina nuclear de Fukushima ou a presença militar dos EUA em Okinawa.  O governo também continua a recusar qualquer debate sobre a Lei de Proteção dos Segredos de Estado, que prevê até 10 anos de prisão para denunciantes, jornalistas ou blogueiros que divulguem informações obtidas "ilegalmente".

67
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2021

Posição

-1

66 em 2020

Pontuação global

+0.02

28.86 em 2020

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2021
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2021
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2021
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