Itália

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Jornalistas continuam a ser alvo

Cerca de vinte jornalistas italianos vivem sob proteção policial permanente devido a intimidações, ameaças de morte e ataques contra eles formulados e cometidos, sobretudo, por organizações criminosas e redes mafiosas. A violência contra profissionais da informação continua aumentando, especialmente na região de Roma e no sul do país. Na capital, jornalistas no exercício de suas funções foram agredidos fisicamente por ativistas de grupos neofascistas e atacados verbalmente por apoiadores de grupos políticos, como aconteceu durante manifestações de militantes do partido no governo, o Movimento 5 Estrelas (M5S). No geral, os meios de comunicação italianos puderam trabalhar livremente durante a pandemia, apesar do decreto-lei de 17 de março de 2020 da Cura Italia segundo o qual as agências estatais foram obrigadas a interromper temporariamente o tratamento de todos os pedidos de acesso a documentos (por falta de pessoal e devido ao perigo de contaminação) que não fossem de natureza extremamente urgente. O acesso aos dados tem sido, portanto, mais difícil para todos os veículos de comunicação nacionais. Porém, os principais obstáculos para os jornalistas italianos têm sido os militantes negacionistas, um universo muito heterogêneo de manifestantes formado por guerrilheiros urbanos, ativistas “sem máscara”, neofascistas, hooligans, “anarquistas” e infiltrados do crime organizado. Esses negacionistas ameaçaram e agrediram fisicamente repórteres que cobriam protestos, principalmente durante a onda de manifestações de outubro e novembro passados.

41
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2021

Posição

0

41 em 2020

Pontuação global

-0.30

23.69 em 2020

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2021
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2021
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2021
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