Iraque

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O Iraque continua perigoso para os jornalistas.

Com frequência os jornalistas são vítimas de ataques armados, prisões, detenções ou intimidações por parte de milícias próximas ao governo, ou mesmo de autoridades, independentemente da região. Os assassinatos de jornalistas continuam sem punição com investigações que, quando são abertas, não produzem resultados, de acordo com os parentes das vítimas. O Iraque ainda não possui um marco regulatório sobre o direito de acesso à informação. As investigações sobre corrupção ou peculato valem para os jornalistas, alvos de ameaças graves e ações judiciais. Em julho de 2018, durante os movimentos de protesto, violentamente reprimidos, o acesso à internet foi cortado.
A profissão opera em um ambiente altamente politizado, no qual os meios de comunicação são primariamente percebidos como instrumentos políticos. Em novembro de 2018, as autoridades recém-eleitas alertaram a mídia iraquiana contra o desrespeito por "símbolos nacionais ou religiosos". O projeto de lei sobre crimes cibernéticos também preocupa a profissão: prevê sentenças de prisão (até prisão perpétua) por publicações online que atentem contra "a independência, a unidade e a integridade do país ou de seus interesses econômicos, políticos, militares ou de segurança", o que parece suficientemente vago para preocupar os jornalistas iraquianos e desencorajar a emergência de uma imprensa verdadeiramente livre e independente.

156
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

+4

160 em 2018

Pontuação global

-3.96

56.56 em 2018

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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