Iraque

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Iraque, um país mais perigoso do que nunca para jornalistas

Os jornalistas realmente arriscam suas vidas ao cobrir manifestações ou investigar casos de corrupção.  A pressão aumentou desde o início de um movimento de protestos antigoverno sem precedentes em outubro de 2019.  Os jornalistas que se arriscam a transmitir o descontentamento dos manifestantes podem ser perseguidos, sequestrados, atacados ou até mortos por milícias não identificadas. As ameaças emanam de todos os lados para dissuadi-los de investigar e disseminar os frutos de seu trabalho. A persistência de figuras políticas e religiosas intocáveis levou jornalistas a serem processados e meios de comunicação a terem suas transmissões proibidas por "ofensa a símbolos nacionais ou religiosos".  Os assassinatos de jornalistas continuam sem punição com investigações que, quando são abertas, não produzem resultados, segundo os parentes das vítimas.  O perigo é ainda maior, uma vez que a impotência do Estado não permite determinar se essas numerosas milícias jogam o jogo do governo e se suas ações estão ligadas, ou se a situação realmente escapa ao controle do poder central. As autoridades, no entanto, tomaram a decisão de proibir transmissões ao vivo dos protestos, cortar a conexão à internet e de proibir a cobertura por uma dúzia de veículos de comunicação, por meio de uma decisão da Comissão Reguladora da Mídia. O projeto de lei sobre crimes cibernéticos é com frequência trazido à tona e preocupa jornalistas: prevê sentenças de prisão (até prisão perpétua) por publicações online que ofendam "a independência, a unidade e a integridade do país ou de seus interesses econômicos, políticos, militares ou de segurança", o que soa extremamente vago e desencoraja o surgimento de uma imprensa verdadeiramente livre e independente. No Curdistão, a repressão contra jornalistas que criticam as famílias reinantes é ilimitada.  Acusados de espionagem ou de pôr em perigo a segurança do Estado, eles são presos após confissões obtidas sob tortura e ameaças. Outros jornalistas morreram em circunstâncias pouco claras e paira a suspeita de assassinatos patrocinados pelo governo, especialmente porque nenhuma investigação séria foi instaurada para elucidar os crimes.

163
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2021

Posição

-1

162 em 2020

Pontuação global

+0.20

55.37 em 2020

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2021
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2021
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2021
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