Haiti

Haiti

Um ambiente de trabalho perigoso e precário

Apesar de vários progressos recentes nas leis relativas à liberdade de imprensa, os jornalistas haitianos ainda são vítimas da cruel falta de recursos financeiros, da ausência de apoio por parte das instituições e da dificuldade de acesso à informação. Alguns ainda são vítimas de intimidações e agressões, sobretudo durante manifestações. A infra-estrutura existente na ilha foi significativamente danificada por desastres naturais sucessivos. Os meios de comunicação privados, muito ligados aos interesses de seus acionistas, têm dificuldade de expressar seus pontos de vista sem autocensura. Em 2017, um projeto de lei sobre a difamação foi votado no senado, prevendo sanções pesadas contra os jornalistas. Desde 2018, protestos, muitas vezes violentos, se multiplicaram em todo o país contra o presidente Jovenel Moïse, envolvido em casos de corrupção. Os jornalistas haitianos são particularmente vulneráveis e são alvos frequentes durante osprotestos. O assassinato do jornalista Néhémie Joseph (2019) e o desaparecimento do fotojornalista Vladjimir Legagneur (2018), enquanto realizava uma reportagem, chocaram profundamente o país.

83
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

-21

62 em 2019

Pontuação global

+1.20

29 em 2019

Contatos

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