França

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Uma imprensa livre, mas a concentração de propriedade é preocupante

Ainda que a imprensa seja no geral livre e bem protegida pela lei, a paisagem midiática francesa é composta em grande parte por grupos cujos proprietários possuem outros interesses além de seu gosto pelo jornalismo. Essa situação leva a conflitos que fazem pairar uma ameaça sobre a independência editorial, e até mesmo sobre a situação econômica das mídias. Em novembro de 2016, iTélé, o canal de notícias do grupo Canal Plus, foi palco de um movimento de greve sem precedentes para protestar contra as escolhas editoriais da direção. O movimento desencadeou uma onda de demissões de centenas de jornalistas do canal em algumas semanas. As reestruturações se multiplicaram em outras redações em 2016 - no Obs, no Parisien, dentro do grupo Lagardère ou do Mondadori France - enquanto surgiam outras mídias, como Explicite na Internet e FranceInfo na TNT. Foi possível observar um aumento de práticas violentas pelas forças policiais contra repórteres durante manifestações contra a lei do trabalho ou durante o desmonte da "jungle" de Calais. Observa-se ainda uma hostilidade crescente contra jornalistas por parte de políticos e da população durante a campanha eleitoral.

39
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2017

Posição

+6

45 em 2016

Pontuação global

-1.59

23.83 em 2016

Contatos

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