Filipinas

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"Fazer frente", o sacerdócio dos jornalistas contra os ataques do presidente Duterte

"Não é porque você é um jornalista que será protegido dos assassinatos se você for um filho da puta. A liberdade de expressão não poderá fazer nada por vocês, meus caros. " Esta mensagem enigmática pronunciada pelo presidente Rodrigo Duterte durante sua posse serviu como um aviso funesto: três jornalistas filipinos foram mortos em 2018, supostamente por capangas a serviço de líderes políticos locais, que silenciam os repórteres com total impunidade. O governo, por sua vez, desenvolveu vários meios de pressão contra jornalistas que se atrevem a adotar um tom crítico demais contra a política, para dizer o mínimo, expressa levada a cabo pelo "Punisher" Rodrigo Duterte e sua famosa "guerra às drogas". Depois de visar o Daily Philippines Inquirer e o canal de TV CBN-ABS, o ardoroso presidente e sua equipe embarcaram em 2018 em uma campanha maciça de assédio judicial contra o site de notícias Rappler e sua fundadora, Maria Ressa. Essa implacabilidade é acompanhada por campanhas de assédio online orquestradas por exércitos de trolls pró-Duterte, que também lançam ataques a sites de notícias alternativos, ou mesmo contra o da União Nacional de Jornalistas (NUJP), para bloqueá-los. Em resposta a esses ataques repetidos, a imprensa independente nas Filipinas está reunida em torno de um slogan: "Tenir tête" ("Fazer frente")

134
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

-1

133 em 2018

Pontuação global

+1.38

42.53 em 2018

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