Filipinas

Filipinas

"Fazer frente", o sacerdócio dos jornalistas contra os ataques do presidente Duterte

"Não é porque você é um jornalista que será protegido dos assassinatos se você for um filho da puta. A liberdade de expressão não poderá fazer nada por vocês, meus caros". Esta mensagem enigmática pronunciada pelo presidente Rodrigo Duterte durante sua posse serviu como um aviso funesto: três jornalistas filipinos foram mortos em 2019, supostamente por capangas a serviço de líderes políticos locais, que silenciam os repórteres com total impunidade. Também foi necessário esperar mais de dez anos para que os líderes do clã Ampatuan, responsáveis pelo maior massacre de jornalistas na ilha de Mindanao, em 2009, fossem finalmente condenados. O governo, por sua vez, desenvolveu vários meios de pressão contra jornalistas que se atrevem a adotar um tom crítico na cobertura política, para dizer o mínimo, levada a cabo pelo "Punisher" Rodrigo Duterte e sua "guerra às drogas". Depois de visar o Daily Philippines Inquirer, o fogoso presidente e sua equipe embarcaram em uma campanha maciça de assédio judicial contra o site de notícias Rappler e sua fundadora, Maria Ressa. O principal canal de televisão, ABS-CBN, também é chantageado e intimidado por agências governamentais ou instituições controladas pelo presidente. Essa implacabilidade é acompanhada por campanhas de assédio online orquestradas por exércitos de trolls pró-Duterte, que também lançam ataques a sites de notícias alternativos, ou mesmo contra o da União Nacional de Jornalistas (NUJP), para bloqueá-los. Em resposta a esses ataques repetidos, a imprensa independente nas Filipinas está reunida em torno de um slogan: "Aguentar firme" ("Hold the line").

136
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

-2

134 em 2019

Pontuação global

-0.37

43.91 em 2019

Contatos

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2020
Ver o Barômetro