Etiópia

Etiópia

Novas liberdades a consolidar

A Etiópia não aparece mais em vermelho no mapa do Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa da RSF. A primeira vez desde a divisão em cinco cores adotada a partir de 2013. Vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2019, O primeiro-ministro Abiy Ahmed libertou vários jornalistas e blogueiros assim que chegou ao poder, um ano antes. As novas autoridades também desbloquearam mais de duzentos sites de notícias e blogues banidos há anos e autorizou televisões em exílio a trabalhar livremente no país. Mas esses primeiros avanços ainda não foram institucionalizados. O risco de que esses ares de liberdade sejam apenas uma brisa passageira existe e preocupa os profissionais dos meios de comunicação. Os textos draconianos relativos à imprensa, incluindo a lei antiterrorista de 2009 amplamente usada para deter jornalistas, ainda não foram revisados. Pior ainda, o arsenal repressivo existente foi até reforçado por uma lei sobre discursos de ódio e desinformação adotada no início de 2020, no contexto de forte violência intercomunitária. O texto, cujas disposições vagas permitem interpretações muito amplas, prevê multas pesadas e prisão. O medo de um retrocesso foi reforçado por breves detenções de jornalistas, várias interrupções na Internet e intimidações. Um general chegou a ameaçar publicamente atacar "Todos os meios de comunicação que mancham a reputação do exército".

99
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

+11

110 em 2019

Pontuação global

-2.29

35.11 em 2019

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