Estados Unidos

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Apesar dos avanços para a liberdade de imprensa, sinais preocupantes persistem

Os primeiros 100 dias da presidência de Joe Biden foram marcados por avanços significativos em termos de transparência e prestação de contas. Assim que o novo governo tomou posse, a Casa Branca e as agências governamentais retomaram suas tradicionais coletivas de imprensa diárias, permitindo que instituições, até então amordaçadas, comunicassem informações sobre a pandemia ao público americano. Na cerimônia de posse, o novo presidente dos Estados Unidos prometeu colocar seu mandato sob a égide da verdade e, no primeiro grande discurso sobre sua política externa, Joe Biden insistiu que "uma imprensa livre é essencial para a boa saúde da democracia", expressando assim o desejo de que os Estados Unidos reconquistem o status de líder na defesa e na promoção da liberdade de expressão.

 No entanto, ameaças à liberdade de imprensa permanecem: do desaparecimento das redações locais à crescente crise de confiança na grande mídia. É verdade que a situação piorou consideravelmente durante o último ano do mandato de Donald Trump, marcado pela agressão de cerca de 400 jornalistas e a prisão de outros 130 - números inéditos segundo o U.S. Press Freedom Tracker, ou Barômetro Americano da Liberdade de Imprensa, organização parceira da RSF. Muitos desses ataques à liberdade de imprensa ocorreram quando jornalistas tentavam cobrir protestos em todo o país, que denunciavam o racismo estrutural e a violência policial contra pessoas não brancas.

 O próprio presidente Trump vilipendiou a informação de qualidade chamando-a de "fake news" e qualificando jornalistas importantes como "inimigos do povo", alimentando assim um comportamento ameaçador em relação aos meios de comunicação. Prova disso foi a violência sofrida por jornalistas - que incluiu a destruição de equipamentos de reportagem - durante a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021. Embora dezenas de supostos insurgentes possam ser sentenciados a pesadas penas de prisão por crimes federais, a erosão da confiança na mídia dos EUA e as teorias da conspiração não verificadas que continuam a se multiplicar na internet exigirão um esforço concertado de todos - setor público e empresas privadas - para que a liberdade de imprensa continue a existir no longo prazo.

44
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2021

Posição

+1

45 em 2020

Pontuação global

+0.08

23.85 em 2020

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2021
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2021
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2021
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