Estados Unidos

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A liberdade de imprensa se deteriora sob o governo Trump

A liberdade de imprensa nos EUA, garantida na primeira emenda à Constituição de 1787, tem sofrido cada vez mais ataques nos últimos anos, mas o primeiro ano do mandato do presidente Donald J. Trump incentivou um declínio ainda maior no direito dos jornalistas de noticiar. Ele declarou que a imprensa é "inimiga do povo americano" numa série de ataques verbais contra jornalistas, tentou bloquear o acesso à Casa Branca de diferentes meios de comunicação, e usa rotineiramente o termo "fake news" com relação à reportagens críticas. O presidente Trump chegou a pedir a revogação da licença de radiodifusão de determinados meios de comunicação. A violenta retórica anti-imprensa vinda do mais alto nível do governo americano foi acompanhada de um aumento do número de violações da liberdade de imprensa localmente, uma vez que os jornalistas correm o risco de serem presos caso cubram protestos ou, simplesmente, tentem fazer perguntas a autoridades públicas. Repórteres foram alvo de agressões físicas durante seu trabalho. Parece que o efeito Trump apenas amplificou o decepcionante clima de liberdade de imprensa que já existia antes de sua candidatura. Delatores são processados sob a Lei de Espionagem se vazarem informações de interesse público para a imprensa, enquanto ainda não há uma "lei escudo" federal que garanta aos repórteres o direito de proteger suas fontes. Os jornalistas e seus equipamentos continuam a ser revistados na fronteira com os Estados Unidos, enquanto alguns jornalistas estrangeiros ainda têm a entrada nos EUA recusada após cobrirem temas sensíveis, como as FARC colombianas ou o Curdistão.

45
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2018

Posição

-2

43 em 2017

Pontuação global

-0.15

23.88 em 2017

  • 6
    Jornalistas assassinados em 2018
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2018
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2018
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