Estados Unidos

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Violência sem precedente contra jornalistas

A liberdade de imprensa continua a declinar nos Estados Unidos, onde os ataques verbais do presidente Donald Trump, mas também dos cidadãos, em relação à mídia estão se tornando cada vez mais virulentos. Em junho passado, os ataques se tornaram físicos quando um homem atirou contra a equipe do jornal "Capital Gazette" em Maryland, matando quatro jornalistas e outro funcionário. Desde essa tragédia, Donald Trump continua a criticar a imprensa como "o inimigo do povo americano", acusando os jornalistas de divulgarem informações falsas, sempre que forem críticas em relação ao governo. Esses casos evidenciam um ambiente de hostilidade sem precedentes, algumas redações e jornalistas tiveram que implementar medidas de segurança reforçadas. Pelo menos um correspondente da Casa Branca foi forçado a contratar agentes de segurança privados depois de ser alvo de ameaças de morte. As redações em todo o país receberam várias ameaças de bomba, ou até mesmo pacotes potencialmente perigosos. A administração Trump tentou em diversas ocasiões restringir o acesso dos jornalistas a eventos de interesse público. Também deixou intervalos recorde entre duas coletivas de imprensa e privou Jim Accosta, repórter da CNN, de sua credencial para a Casa Branca (antes de ser devolvida por decisão judicial). O governo Trump também nunca responsabilizou publicamente a Arábia Saudita pelo assassinato do editorialista do Washington Post Jamal Khashoggi, brutalmente assassinado na embaixada saudita na Turquia em outubro. Confira o US Press Freedom Tracker.

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48
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

-3

45 em 2018

Pontuação global

+1.96

23.73 em 2018

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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