Espanha

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A imprensa, vítima colateral do conflito na Catalunha

Os últimos meses de 2017 foram especialmente sombrios para a liberdade de imprensa na Catalunha. Os jornalistas foram as vítimas colaterais do conflito entre o governo central e o governo catalão, criado pelo referendo ilegal de 1o de outubro e pela declaração unilateral de independência. O clima já estava tenso há muitos meses. Um grande número de jornalistas de meios de comunicação não independentistas sofreram linchamentos nas redes sociais, às vezes, incitados pelos responsáveis pela imprensa do governo catalão. Vários foram fisicamente atacados durante a cobertura de eventos ligados ao referendo, outros foram intimidados em seu trabalho pelas forças da ordem. Repórteres de todas as emissoras espanholas e catalãs foram impedidos de cobrir as manifestações pró-independentistas e anti-independentistas, por multidões furiosas. A prisão na Espanha, por ordem da Interpol, de Hamza Yalçin e de Dogan Akhanli, dois jornalistas de origem turca cidadãos da União Europeia, processados por motivos políticos pelo regime de Recep Tayyip Erdogan, é outra fonte de preocupação. Uma boa notícia: a reforma do serviço audiovisual estatal RTVE, aprovado graças a um consenso no Parlamento espanhol, deve por fim às manipulações das informações na televisão estatal e restaurar sua pluralidade e sua independência. Por sua vez, a reforma da "Lei da Mordaça" permanece bloqueada e continua a representar uma fonte de ameaça à liberdade de imprensa.

31
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2018

Posição

-2

29 em 2017

Pontuação global

+1.82

18.69 em 2017

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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