Eslováquia

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O cerco político se fecha

O julgamento pelo assassinato do jornalista investigativo Ján Kuciak e sua noiva começou em janeiro de 2020. Dois dos cinco acusados - Miroslav Marček e Zoltán Andruskó - já foram condenados. A investigação revelou uma estreita ligação entre o controvertido empresário Marian Kočner, acusado de ser o mandante do assassinato, e figuras-chave da política e da justiça, incluindo juízes e o ex-procurador-geral. Marian Kočner também ordenou a vigilância ilegal de três dúzias de jornalistas com base em dados pessoais extraídos dos bancos de dados da polícia. O ex-primeiro-ministro Robert Fico e seu camarada do partido Smer-SD, Luboš Blaha, têm o hábito de atacar verbalmente os jornalistas - uma retórica anti-imprensa também difundida por outros políticos e meios de comunicação, sobretudo por sites de desinformação. Os meios de comunicação eslovacos, anteriormente pertencentes a empresas de imprensa internacionais, foram comprados por oligarcas locais. Em 2019, a maior televisão eslovaca, Markiza, foi adquirida por um grupo de investimento pertencente a um dos empresários mais ricos da República Tcheca, Petr Kellner. Finalmente, a independência da rádio e televisão pública RTVS foi posta em causa após a saída de dezenas de jornalistas, consequência da chegada de uma liderança próxima ao Partido Nacional da Eslováquia (SNS). Desde então, a equipe editorial é formada por jornalistas jovens e menos experientes, muitas vezes favoráveis a Andrej Danko, o presidente do SNS.

33
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

+2

35 em 2019

Pontuação global

-0.91

23.58 em 2019

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2020
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