Dinamarca

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Uma mulher se pronuncia e muda a situação

Na Dinamarca, a liberdade de expressão é garantida pela Constituição de 1849, cujo artigo 77 estabelece que "toda pessoa tem o direito de publicar suas ideias por meio da imprensa, em escritos ou em falas, mas assumindo sua responsabilidade nos tribunais. A censura e outras medidas preventivas não poderão jamais ser restauradas". Em agosto de 2020, uma reviravolta autorregulatória foi desencadeada na mídia dinamarquesa quando a popular apresentadora de TV Sofie Linde revelou, num programa de entretenimento de grande audiência, ter sido assediada no início de sua carreira por um superior hierárquico, que lhe pediu favores sexuais. A declaração, que foi seguida por um texto assinado por quase 600 mulheres jornalistas denunciando o sexismo no trabalho, teve o efeito de uma bomba na sociedade dinamarquesa e ressuscitou o tema do assédio sexual nos meios de comunicação. Três anos atrás, o movimento #MeToo não teve repercussão na Dinamarca. Editores argumentavam que não havia assédio sexual em suas redações. Depois da declaração de Linde, todos os meios de comunicação realizaram investigações internas que revelaram centenas de incidentes. Dois apresentadores de TV bastante conhecidos foram demitidos, assim como muitos outros funcionários. A mídia dinamarquesa está atualmente trabalhando no estabelecimento de um "código de conduta" que garanta ética nessa área. Outro marco do ano de 2020: a confissão do inventor Peter Madsen pelo assassinato da jornalista Kim Wall em 2017, que teve um impacto duradouro na Dinamarca e pelo qual Madsen foi condenado à prisão perpétua no ano seguinte.

4
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2021

Posição

-1

3 em 2020

Pontuação global

+0.44

8.13 em 2020

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2021
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2021
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2021
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