Chipre do Norte

Chipre do Norte

Na sombra da Turquia

A legislação do Chipre do Norte garante a liberdade de imprensa, embora uma cláusula estipule que esta pode ser limitada a fim de proteger a ordem pública, a segurança nacional ou a decência. A difamação continua sendo uma ofensa. Existe no país um pluralismo nos meios de comunicação e os jornalistas podem criticar publicamente as autoridades cipriotas turcas, contudo, no que diz respeito à Turquia ou à sua política com relação a Chipre, a pressão contra os jornalistas está aumentando. Alguns deles receberam "avisos" de autoridades turcas sobre suas reportagens e alguns praticam a autocensura, temendo uma repressão semelhante à da Turquia. Para atrair o apoio do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e do seu Partido AK, alguns funcionários públicos e jornalistas publicaram nomes de jornalistas cipriotas turcos suspeitos de terem ligações com a organização Gulen, acusada pela Turquia de ter fomentado o golpe fracassado de julho de 2016 - e instando a Turquia a prende-los. Em janeiro de 2018, centenas de manifestantes lotaram as instalações do jornal Afrika para protestar contra um artigo criticando a ofensiva turca contra uma milícia curda em Afrine, na Síria, cujo título era "Afrine, uma segunda ocupação pela Turquia". Para Ankara, qualificar a presença turca no Chipre de "ocupação" é um insulto ou difamação. O diretor do jornal Sener Levent enfrenta três processos no Chipre do Norte por "difamação de um líder estrangeiro", "insulto à religião" e "publicação de notícias falsas com a intenção de criar medo e pânico entre a população". Ele pode pegar até cinco anos de prisão.

74
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2019

Posição

+3

77 em 2018

Pontuação global

+0.08

29.59 em 2018

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2019
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2019
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2019
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