Chipre

Chipre

Meios de comunicação sob influência e jornalistas ameaçados

A liberdade de imprensa é garantida pela constituição. Contudo, os partidos políticos, a Igreja Ortodoxa e os interesses comerciais exercem uma grande influência nos meios de comunicação. O exercício do jornalismo está sujeito a obstáculos relacionados à proibição, imposta pelo Estado, de usar termos que remetam ao conflito com o norte da ilha, à negação do genocídio armênio ou a crimes de guerra. A difamação segue sendo crime.  O Tribunal de Contas ameaçou o jornal anglófono Cyprus Mail de reduzir seus subsídios por usar um topônimo turco em suas reportagens e afirmou que o jornal "havia cometido um crime". O jornalista Makarios Drousiotis, que está investigando um grande caso de corrupção envolvendo funcionários do governo, declarou estar sob vigilância constante.  Vítima de ataques cibernéticos, ele teme por sua vida. A investigação do caso dos "passaportes dourados", revelado pela Al-Jazeera, resultou na renúncia, em outubro de 2020, do deputado cipriota Christakis Giovanis e do presidente do Parlamento, Demetris Syllouris. O jornalista Andreas Paraschos, editor-chefe do semanário Kathimerini, pediu demissão três dias após a publicação de um artigo revelando o envolvimento do presidente Nicos Anastasiades no caso, o que levou a os editores do jornal a sofrer pressões por parte das autoridades e a pedir desculpas. Além disso, durante uma manifestação anticorrupção, a polícia usou de violência excessiva, ferindo várias pessoas. Os pontos de passagem entre as duas partes da ilha foram fechados, dificultando a liberdade de circulação dos jornalistas e o seu acesso à informação.

26
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2021

Posição

+1

27 em 2020

Pontuação global

-0.60

20.45 em 2020

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2021
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2021
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2021
Ver o Barômetro