Chade

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Violências e prisões arbitrárias

Não é bom ser jornalista no Chade. Os repórteres são regularmente detidos após a publicação de certas matérias. A maioria deles é libertada rapidamente, mas outros são mantidos em detenção arbitrária por várias semanas ou meses e alguns são maltratados na prisão. Em 2019, um diretor de publicação inicialmente processado por difamação por um ex-ministro foi condenado a três anos de prisão por "associação de criminosos cibernéticos", acusações completamente inventadas pela promotoria para poder mantê-lo em detenção. Agredido na prisão, ele está preso em condições repugnantes.As investigações e matérias que abordam a impunidade ou criticam o presidente Idriss Déby Itno e os seus aliados não são toleradas e podem levar à expulsão de jornalistas estrangeiros, ao sequestro e prisão arbitrária dos jornalistas locais, além da suspensão de veículos de comunicação nacionais, como aconteceu em um semanário em 2018. Os jornalistas estão expostos à ameaça terrorista, como demonstrado pela morte de um cinegrafista da televisão nacional após a explosão de uma mina em 2019. Eles sofrem com intensidade a violência policial quando cobrem protestos contra as medidas de austeridade do governo. As organizações e associações de jornalistas, no entanto, não ficam caladas: um "dia sem imprensa" foi decretado em fevereiro de 2018 para denunciar a brutal e massiva repressão da mídia pela polícia política e pelos agentes do governo que gozam de total impunidade. Um mês depois, as autoridades ordenaram o corte das redes sociais. O acesso só foi restabelecido em julho de 2019, após 470 dias de interrupção, tornando o Chade um dos piores cibercensores do continente africano nos últimos anos.

123
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

-1

122 em 2019

Pontuação global

+2.99

36.71 em 2019

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