Cabo Verde

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A pressão sobre os meios de comunicação públicos diminui

O Cabo Verde se distingue pela ausência de ataques contra jornalistas e uma grande liberdade de imprensa, garantida pela Constituição. O último processo por difamação foi em 2002. O panorama midiático é dominado pelos veículos de comunicação estatais, cujos funcionários são nomeados diretamente pelo governo, incluindo o principal canal de televisão TCV e a Rádio Nacional de Cabo Verde. Ainda que o seu conteúdo não seja controlado, a prática da autocensura permanece difundida. A Radiotelevisão Caboverdiana (RTC) quer impor aos seus jornalistas um código de ética e conduta, incluindo várias cláusulas que limitam a liberdade de expressão dos jornalistas nas redes sociais. Em 2019, foram aprovados os novos estatutos do grupo de mídias públicas. De acordo com o texto, o governo renuncia ao seu poder de nomear os administradores da RTC. A função será exercida, a partir do 1º trimestre de 2020, por um conselho independente. Pessoas que ocuparam cargos políticos nos últimos cinco anos não podem participar. O desenvolvimento dos meios de comunicação privados é limitado por um mercado publicitário restrito e pela ausência de subsídios para os operadores de audiovisual. A geografia do arquipélago também dificulta a distribuição da mídia impressa e a difusão das mídias em todas as dez ilhas.

25
na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa 2020

Posição

0

25 em 2019

Pontuação global

+0.34

19.81 em 2019

  • 0
    Jornalistas assassinados em 2020
  • 0
    Jornalistas cidadãos assassinados em 2020
  • 0
    Colaboradores assassinados em 2020
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